terça-feira, 24 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
Pedra folha e Orgulho assumido
Gosto de pensar que somos crianças espirituais, e que toda e qualquer forma de imaginar Deus estará condenada à mudar, pois não temos ainda a condição de sequer sonhar com Ele (seja Ele lá quem for);
Gosto de pensar que a simples ideia de Deus é absurda e infantil;
Dou 1% de chance para que Ele, realmente, não exista! Que estamos todos na roda simples e natural, como tudo o que acontece. E é esse 1% que me puxa para baixo, para a dor de simplesmente não existir depois de mim mesma. De não levar para o infinito meus amores. Tonteia minha mente, me faz perder o chão por segundos. Não pode ser...
Meus outros 99% acreditam que a evolução se dá de forma lenta e contínua, através dos milhares de anos e dos reinos diversos que vamos encontrando á medida que subimos de degrau na escala evolutiva.
Gosto de pensar que a simples ideia de Deus é absurda e infantil;
Dou 1% de chance para que Ele, realmente, não exista! Que estamos todos na roda simples e natural, como tudo o que acontece. E é esse 1% que me puxa para baixo, para a dor de simplesmente não existir depois de mim mesma. De não levar para o infinito meus amores. Tonteia minha mente, me faz perder o chão por segundos. Não pode ser...
Meus outros 99% acreditam que a evolução se dá de forma lenta e contínua, através dos milhares de anos e dos reinos diversos que vamos encontrando á medida que subimos de degrau na escala evolutiva.
Que nossa consciência vai se abrindo inexoravelmente, quer queiramos ou não;
Que dormirmos no Reino Mineral, sonhamos no Reino Vegetal e despertamos no Reino Hominal.
Penso que vencer este 1% significa, no fim, iluminar. A experiência única de entregar-se totalmente à Ele.
Nunca me doei assim.
Nem para homens, nem para Deuses.
Carrego o Espírito muito orgulhoso ainda. Noção absoluta disso. Não é ruim. O Alcoólatra deve assumir seu vício antes de seu tratamento começar.
Dobrar, dobrar e não quebrar!
Por quê não?
Porque eu acho que Espírito veio de um jeito e o corpo caminhou por outro. A resiliência conquistada na matéria vai ajudando a dar o tom para o Espírito, que precisa do exemplo para crescer.
Deu pra entender??
Sim?
Não?
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Super pais e mães e as super famílias de Andry Shango!
Não aguentei e coloquei meus super-heróis.
Com minha irmã e eu pelas mãos, amorosas, lindas!
O bebe pássaro na janela e Deus na Natureza
Hoje, de manhã bem cedo, quando o sol já estava deixando tudo claro lá fora, eu percebi, pelos movimentos da Tequila, minha gata, que um dos passarinhos da varanda havia começado as aulas de voo de seu filhote. Pensando bem, escrevendo agora (acho que é o único jeito de eu pensar bem - assim como a única forma de saber se eu pinto ou não determinado tema é pegar na massa e sair pintando, com pincel em riste) eu acho que saber que Deus existe é a mesma coisa do passarinho...eu não vejo, mas sei, pelas reações que vejo na natureza, que Deus existe.
Voltei a dormir, porque vi que Tequila relaxou as costas, apoiou o corpo no tapete e fechou os olhos. Ótimo, pensei. Voaram em paz e tudo ficou bem na roça, pelo menos agora de manhã. Não foi verdade exatamente, pois algum tempo depois, lá estava a Tequila, mostrando através de sua expressão corporal, que algo estava errado (para o pássaro).
Sou da Natureza e acho que esta tudo certo nela (apesar de ter concordado com a Emília, na Reforma da Natureza, que alguma coisa poderia ser mudada..kkk). Então, gatos fazem exatamente o que a Natureza determina, cães também, e cobras e todo o resto de seres mortais que caminham pela Terra abençoada..todos somos aquilo que somos. E ponto final.
Ouvi o bater assustado das asas no vidro: o passarinho estava dentro de casa. Havia entrado pela pequena abertura do vidro, que eu havia deixado para a gata sair e fazer suas necessidades lá fora. Afinal, gatos tem um coco e um xixi forte demais para deixar fazerem isso em meus tapetes.
Sabe qual foi minha primeira reação?? Agarrar a gata, porque era o principio do problema. Ela é muuutio boa em caçadas, e aquele bebe emplumado não teria chances em suas primeiras tentativas aladas. Seria uma pena não dar uma segunda chance ao lindo emplumado que se debatia no vidro, louco para sair. Triste ver a situação da mãe, que ficava exatamente no mesmo lugar do filhote, só que do outro lado da transparente cortina que os separava.
Encantei-me um segundo com esta visão de amor entre mães e filhos. Lembrei de grandes e pequenas tragédias humanas, onde pais veem seus filhos morrerem antes deles, na sequencia natural da vida. Dor maior. Pensei nas famílias que tem seus filhos levados por estranhos, e passam o resto de seus dias com o coração na garganta, tentando respirar um ar pesado de dor e separação, insegurança e medo por seu rebento tirado à força de seus braços por homens cruéis.
E somos uma raça bem cruel. Somos capazes de coisas horríveis, em nome de qualquer assunto, seja Deus ou futebol. Prender alguém com requintes de crueldade, torturar, arrancar seis, enfiar coisas pontudas nos corpos, fazer o irmãos gemer e enlouquecer de dor....o que é isso, minha gente?? Somos feitos de poeira cósmica, somos filhos das estrelas, temos a semelhança do Criador e, ainda assim, temos as trevas carregadas ao extremo dentro de nós mesmos. Somos monstros muitas vezes.
Muitas vezes.
Bem, depois da digreção (obrigatória), volto ao passarinho, que depois de voar, debater, voar de novo e se debater novamente, conseguiu, com meu empurrãozinho, sair pela única janela que deixei aberta: a única onde a Tequila não entra com seus pulos incríveis: ela ficou do lado de fora da casa, gritando nas janelas para entrar. Durante a tentativa de colocar o bebê para fora, ela fechou as patinhas duas vezes, exatamente no lugar onde o passarinho estava, e foi engraçado ver a cara dela quando não viu pássaro algum nas unhas. Engraçado ver como o vidro separa mas não deixa isso claro, né?? Pelo menos não aos animais, que não entendem nada do funcionamento de uma janela.
Voou aliviado. A mãe dele ficou aliviada.
Eu fiquei aliviada.
Tequila está lá fora, no sol, ainda sem entender bem como conseguiu perder, duas vezes, uma refeição fresquinha, já garantida, ali bem na frente dela.
Coisas da vida, minha gatinha, coisas da vida.
Sigo com as coisas da roça.
Sigo verde.
Feliz.
sábado, 7 de setembro de 2013
Passeio na cidade, gotas de pinho alabarda e a torta mousse de chocolate
Hoje saí do mato.
Vesti sapato novo, calça apertada, um sutiã e uma camiseta, penteei os cabelos, pintei os olhos.
E olha que combinei calça e sapato, efeito raro.
Aliás, camiseta combinou com tudo também.
Assim como acontece conjunções astronômicas, com planetas se alinhando no espaço em linhas imaginárias, tem momentos que alinho as peças, produzindo um harmonioso efeito de estar perfeita na roupa certa.
Sapato novo porque me dei de presente umas botas para ralar no sítio, mas como ainda estão novas, saio com elas até quando der... mas são de ralar no mato, sabe?? Andar sem medo de cobra, de inseto corajoso e peitudo, achando que pode f*d*r um ser humano, milhares de vezes maior do que ele.E PODE. Tem inseto que deixa picada doída demais, que leva tempo para passar, fica vermelho e quente, febril numa luta contra veneno. Melhor bota no pé.
Calça apertada porque, na minha magreza, posso vestir uma calça apertada, de cano apertadíssimo, acabando na bota. Fica chique.
Um sutiã foi uma escolha dura. Dia azul, quente, com sol aberto depois de dias chovendo e fazendo o maior frio na roça. Melhor sair com camiseta, esta que combina com o resto, então só posso usar esta camiseta vestindo um sutiã....senão... Meu lado holandês não nega as tetas fartas. hahahaha
Vestida para matar, falta arrumar o cabelo, o rosto.
Esconder as marcas não dá. Estão aqui, balangando nas peles que vão, aos poucos, sobrando pelo corpo.
Creme, cabelos escovados...batom, um lápis nos olhos.
Lembrei das gotas de pinho Alabarda, na minha época de escola. Vinha num saquinho dividido. As balinhas doces e refrescantes de pinho na parte maior. Na menor, o nome e uma frase de impacto:
Fui pra cidade.
Comprei uma torta mousse, dessas prontas, expostas em fartas geladeiras, recheadas destas coisas industriais. Com café, na mesa da varanda da amiga Lelê, ficou perfeita. Devorada por todos, em pouco tempo reduzida a restos doces num pratinho branco de plástico, parcialmente cortado pela faca enlouquecida de vontade do chocolate da torta.
Revi os amigos.
Saí de casa.
Comi torta mousse de chocolate, com café, na varanda da Lelê.
Tá bom demais.
Agora fico no mato.
Escondida.
Pouca voz.
Pouca gente.
Verde.
Vesti sapato novo, calça apertada, um sutiã e uma camiseta, penteei os cabelos, pintei os olhos.
E olha que combinei calça e sapato, efeito raro.
Aliás, camiseta combinou com tudo também.
Assim como acontece conjunções astronômicas, com planetas se alinhando no espaço em linhas imaginárias, tem momentos que alinho as peças, produzindo um harmonioso efeito de estar perfeita na roupa certa.
Sapato novo porque me dei de presente umas botas para ralar no sítio, mas como ainda estão novas, saio com elas até quando der... mas são de ralar no mato, sabe?? Andar sem medo de cobra, de inseto corajoso e peitudo, achando que pode f*d*r um ser humano, milhares de vezes maior do que ele.E PODE. Tem inseto que deixa picada doída demais, que leva tempo para passar, fica vermelho e quente, febril numa luta contra veneno. Melhor bota no pé.
Calça apertada porque, na minha magreza, posso vestir uma calça apertada, de cano apertadíssimo, acabando na bota. Fica chique.
Um sutiã foi uma escolha dura. Dia azul, quente, com sol aberto depois de dias chovendo e fazendo o maior frio na roça. Melhor sair com camiseta, esta que combina com o resto, então só posso usar esta camiseta vestindo um sutiã....senão... Meu lado holandês não nega as tetas fartas. hahahaha
Vestida para matar, falta arrumar o cabelo, o rosto.
Esconder as marcas não dá. Estão aqui, balangando nas peles que vão, aos poucos, sobrando pelo corpo.
Creme, cabelos escovados...batom, um lápis nos olhos.
Lembrei das gotas de pinho Alabarda, na minha época de escola. Vinha num saquinho dividido. As balinhas doces e refrescantes de pinho na parte maior. Na menor, o nome e uma frase de impacto:
"Sorria e finja estar contente, porque aos outros não interessa as mágoas da gente"
Fui pra cidade.
Comprei uma torta mousse, dessas prontas, expostas em fartas geladeiras, recheadas destas coisas industriais. Com café, na mesa da varanda da amiga Lelê, ficou perfeita. Devorada por todos, em pouco tempo reduzida a restos doces num pratinho branco de plástico, parcialmente cortado pela faca enlouquecida de vontade do chocolate da torta.
Revi os amigos.
Saí de casa.
Comi torta mousse de chocolate, com café, na varanda da Lelê.
Tá bom demais.
Agora fico no mato.
Escondida.
Pouca voz.
Pouca gente.
Verde.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Raio-x trajes espaciais
Eu adoro as coisas que vem do céu.
Adoro estrelas.
Adoro saber seus nomes...
Adoro olhar para o céu e reconhecer (algumas) constelações..
Adoro pensar que um dia eu terei um telescópio..
Viajando por aí encontrei esse link sobre "algumas artes" em cima dos equipamentos usados pelos astronautas: tirar raio-x das peças deixou aquilo tudo ainda mais incrível...
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Receita de Pé-de-Moleque da Roça
Quer fazer pé-de-moleque??
Um fácil??
Rápido??
Delicioso??
Receita da prima Marília:
- 1/2 k de amendoim crú.
- 1/2 k de açúcar
Coloca tudo numa panela. Eu usei uma frigideira, porque fica bem mais fácil de mexer do que numa panela de duas abas, sabe???
Então, põe açúcar e amendoim na frigideira (alta), e vai mexendo enquanto esquenta no fogo alto. Quando o açúcar começar a derreter e a caramelar, abaixa o fogo, mas continua mexendo e mexendo, até tudo virar uma calda, cheia de amendoim.
Nesta fase, desligar a panela e despejar uma lata de leite condensado, e mexer tudo muito bem... a calda vai chiar, reclamar que entrou um ingrediente frio, mas não tem nada. Vai misturar ao leite condensado, e pronto.
Despejar numa fôrma untada.
Eu comi quente mesmo, mas não fica tão gostoso quanto ele mais frio.
Fica menos duro do que o pé-de-moleque comprado, mas com o tempo vai endurecendo.
Aí é só comer.
Fica bom demais.
Cuidado que vicia.
Na roça tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Mas.....
Eu sei que o tempo é uma coisa relativa, tem tudo a ver com o psicológico e tem uma frase muito boa sobre isso: "Uma palavra pode parar o tempo".
Eu já vivi assim, parada no tempo por causa de uma palavra, um gesto, um som...uma imagem.
Já senti o coração parar.
O corpo perder a forma.
A consciência se perder, paralisada.
Na roça também o tempo pára. Só sair andando pelas encostas..pode ir devagar, porque tudo vai acontecendo diante dos olhos, mas olhos atentos. Os meus vivem perdidos na natureza, observando enlevada, mas prestando pouca atenção.
Tenho que dobrar esforços para ver.
Exemplo: descer de carro a montanha é coisa simples. Não é não. Marcha sempre na primeira, porque já cai com meu carro desgovernado pela rampa abaixo..é assustador, pois parou só Deus sabe como, perto de uma pedra bem grandona, e foi punk.
Descer no escuro, então, é dobrar atenção. E como ver as coisas acontecendo, quando se esta prestado atenção no volante??
A atenção vem de repente, como aquilo que lhe despertou: na frente do carro, uma coruja. Levanta voo assustada com a aproximação do veículo, mas ao levantar voo,se depara com uma mariposa que vinha na direção dos faróis,encantada pelo brilho dos holofotes do carro. Ao voar para fugir do pneu, a coruja abocanhou o inseto que voava na direção contrária e saiu vitoriosa, mata adentro, com sua mariposa no bico.
Eu estava lá.
Olhando enquanto o carro descia praticamente sozinho.
Deixei de prestar atenção na estrada e me perdi atrás da coruja, encantada com o acontecido.
Essa sou eu.
Pena não saber nada de você.
Me conta algo...
Eu já vivi assim, parada no tempo por causa de uma palavra, um gesto, um som...uma imagem.
Já senti o coração parar.
O corpo perder a forma.
A consciência se perder, paralisada.
Na roça também o tempo pára. Só sair andando pelas encostas..pode ir devagar, porque tudo vai acontecendo diante dos olhos, mas olhos atentos. Os meus vivem perdidos na natureza, observando enlevada, mas prestando pouca atenção.
Tenho que dobrar esforços para ver.
Exemplo: descer de carro a montanha é coisa simples. Não é não. Marcha sempre na primeira, porque já cai com meu carro desgovernado pela rampa abaixo..é assustador, pois parou só Deus sabe como, perto de uma pedra bem grandona, e foi punk.
Descer no escuro, então, é dobrar atenção. E como ver as coisas acontecendo, quando se esta prestado atenção no volante??
A atenção vem de repente, como aquilo que lhe despertou: na frente do carro, uma coruja. Levanta voo assustada com a aproximação do veículo, mas ao levantar voo,se depara com uma mariposa que vinha na direção dos faróis,encantada pelo brilho dos holofotes do carro. Ao voar para fugir do pneu, a coruja abocanhou o inseto que voava na direção contrária e saiu vitoriosa, mata adentro, com sua mariposa no bico.
Eu estava lá.
Olhando enquanto o carro descia praticamente sozinho.
Deixei de prestar atenção na estrada e me perdi atrás da coruja, encantada com o acontecido.
Essa sou eu.
Pena não saber nada de você.
Me conta algo...
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Jornadas ??? Que número mesmo??
O nome dela é Albulena.
Os olhos azuis, os cabelos ondulados, castanhos claros.
O rosto de pele branca e macia, cheio de sardas ruivas.
Jovem artista gráfica de Kosovo.
É linda.
Trabalhos lindos. Albulena Panduri.
Animais, solitude, longas distancias para os olhos se perderem em pensamentos...
Natureza gigante e pessoas..poucas..mas em todos os seus trabalhos, apesar da solitude implícita, o humano está presente. O animal também.
Passa lá!!
http://www.behance.net/albulenapanduri
Os olhos azuis, os cabelos ondulados, castanhos claros.
O rosto de pele branca e macia, cheio de sardas ruivas.
Jovem artista gráfica de Kosovo.
É linda.
Trabalhos lindos. Albulena Panduri.
Animais, solitude, longas distancias para os olhos se perderem em pensamentos...
Natureza gigante e pessoas..poucas..mas em todos os seus trabalhos, apesar da solitude implícita, o humano está presente. O animal também.
Passa lá!!
http://www.behance.net/albulenapanduri
O rato roeu a farinha da Clau, que não era rainha de Roma
Eu Não sou porca.
Troco de roupa todo dia.
Tomo banho todos os dias.
Sei, de longe, quando minha louça não foi bem lavada por alguém que só queria me ajudar.
Lavo de novo, sem que meu benfeitor veja, para não ferir sentimentos, mas louça suja nem pensar.
Sempre ouço que ando cheirosa.
Tenho um rato dentro de casa.
Pronto! Falei!
Mas não é porque sou porca, não. Não há lixo acumulado, nem latas sujas largadas em meu terreno; acontece que estou na roça, onde tem bichos e bichinhos por toda parte.
Dona Francisca acha que o ratinho passa por debaixo do vão da porta, que é bem largo. Então eu estou me dedicando a costurar uma cobra, fina e comprida, em algodão colorido, para fazer uma linda peça cheia de areia, para colocar no vão e impedir que o tal roedor entre em casa.
Não vi o bicho. Vejo apenas seu coco, que fica espalhado pela prateleira, perto das farinhas, sabe?? Que nojo. Depois Dona Francisca lembrou que ratinho na roça é limpinho, é mesmo. mas é rato mesmo assim. Ela me ensinou como armava a ratoeira. E eu fui armar, deixar lá na prateleira onde o bichinho passeia. Na hora que eu fui colocar a ratoeira, ela desarmou nos meus dedos, e meu cabelo ficou cheio de restos de isca de rato...aiiiiii..que droga.. que raiva que deu!! Fora a dor, o cheiro no cabelo, a vergonha do erro...orgulho ferido!!
Troco de roupa todo dia.
Tomo banho todos os dias.
Sei, de longe, quando minha louça não foi bem lavada por alguém que só queria me ajudar.
Lavo de novo, sem que meu benfeitor veja, para não ferir sentimentos, mas louça suja nem pensar.
Sempre ouço que ando cheirosa.
Tenho um rato dentro de casa.
Pronto! Falei!
Mas não é porque sou porca, não. Não há lixo acumulado, nem latas sujas largadas em meu terreno; acontece que estou na roça, onde tem bichos e bichinhos por toda parte.
Dona Francisca acha que o ratinho passa por debaixo do vão da porta, que é bem largo. Então eu estou me dedicando a costurar uma cobra, fina e comprida, em algodão colorido, para fazer uma linda peça cheia de areia, para colocar no vão e impedir que o tal roedor entre em casa.
Não vi o bicho. Vejo apenas seu coco, que fica espalhado pela prateleira, perto das farinhas, sabe?? Que nojo. Depois Dona Francisca lembrou que ratinho na roça é limpinho, é mesmo. mas é rato mesmo assim. Ela me ensinou como armava a ratoeira. E eu fui armar, deixar lá na prateleira onde o bichinho passeia. Na hora que eu fui colocar a ratoeira, ela desarmou nos meus dedos, e meu cabelo ficou cheio de restos de isca de rato...aiiiiii..que droga.. que raiva que deu!! Fora a dor, o cheiro no cabelo, a vergonha do erro...orgulho ferido!!
Armei a bicha na própria prateleira, claro, apenas da segunda vez cheguei à esta conclusão. Mas ficou lá. Armada. Não escutei quando desarmou, durante a madrugada. De manhã, fui olhar a armadilha, devagarinho, porque não gosto de fazer isso. Não gosto de tirar o bichinho dali, ele preso. Horrível, sabe??
Bom, fui devagar, olhando através do pires de vidro que estava na frente. Droga! Armadilha desfeita, pouco da isca espalhado pela prateleira, mas o resto foi levado. O rato ainda deixou um coco. Ele deve ser pequeno mesmo, pois o coco é pequenino. Que droga...
Volto quando tiver conseguido..
E aí?? Vai decidir viver no campo?? Na roça??
É uma emoção por dia, meus amigos.
Beijos.
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