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sábado, 15 de junho de 2013

O dia que fui abduzida

Ufa... sentada hoje navegando na net com um café quentinho para esquentar no frio da roça bem cedinho, me deparei com algo, e eu ainda não sei o que exatamente, que me fez lembrar um acontecido, há 40 anos atrás, comigo. Foi uma viagem psicológica, vamos dizer assim..algo visivelmente criado pela minha mente.

Eu deveria ter uns 8 ou 9 anos. Havia brigado com minha irmã por besteira, mas o mundo naquela hora havia se transformado em algum lugar muito nervoso para viver. Como todas as besteiras que provocam brigas, eu não me lembro que besteira era. Minha irmã entrou na casa da rua Princesa Leopoldina e eu fiquei na calçada, decerto balbuciando impropérios para a mana mais nova.

Aí eu não lembro muita coisa..me sentei na escada que levava para o hall de entrada, com suas enormes portas de vidro e devo ter adormecido. Lembra de um episódio do Dr.House, quando ele começou com alucinações e não sabia mais diferenciar o que era falso do real? Então, eu entrei em alguma zona mental assim, eu acho...

... Porque eu adormeci, eu acho. Eu estava deitada nas pedras São Tomé, grandes e quentes da escada, e a luz veio de cima, de um pequeno disco dourado que sobrevoava a minha casa.. Como seu eu fosse uma observadora externa (porque a partir desta luz, eu me via mas sentia tudo o que "eu sentia" dentro do corpo da menina..sabe??), vi quando o facho de luz iluminou meu corpo deitado e o transportou para cima, como num teletransporte...como nos filmes de abdução. Mas imediatamente após puxar o corpo, a luz desapareceu e o corpo estava lá, deitado, na mesma posição de quando subiu.

Vi quando eu acordei olhando para cima, sem ver nada. O disco não estava mais lá, e obviamente foi um sonho passageiro, vivido como real naqueles segundos de apagão. Me levantei e subi o resto dos degraus, estranhando encontrar a porta de vidro fechada com chave. Não havia ouvido minha mãe ou meu pai trancar a porta, mas acho que foi porque eu dormi... Bati na porta, que estava trancada mesmo.

Nada. Desci e apertei a campainha. Era alta e dava para ouvir do lado de fora. Era ruim, porque minha casa era passagem de escola e aí já viu..dezenas de meninos apertavam a campainha e ficavam escutando ela apitar como sirene de bombardeio aéreo. Quando minha mãe chegava na janela, eles corriam felizes com a traquinagem.

Meu pai apareceu na mureta que havia antes do hall. Parávamos lá para observar quem tocava a campainha. Como as portas eram de vidro, minha mãe colocou plantas, numa época, para disfarçar nossas cabeças entre as folhagens para não sermos vistos. Esta tática materna me fazia sentir ridícula, olhando entre folhas a pessoa lá fora que por sua vez, fazia esforço para achar alguém entre as folhagens..kkkkkk

A chave girou. A porta abriu, e a pergunta que eu ouvi me desconcertou:

"-Pois não, menina, o que você quer? Está perdida?
-Pai??"

Ele se abaixou para ficar na minha altura. Não fez menção de sair e vir até mim. Ficou na soleira, parado, com cara de dó.

"-Você não sabe onde está?"

Eu não me lembro se eu falava algo diferente de pai, pai, pai, ficando cada vez mais nervosa por ver que ele estava me ignorando, brincando que não me conhecia mais.

Meus olhos foram até a direção da mureta. Vi minha irmã, com uma roupa de bailarina rosa, com enormes fitas rosas na cabeça. Quando foi que ela ganhou esta roupa?? Que laços eram aqueles?? Que vestido estranho, que eu nunca havia visto..e por que eu não ganhei um igual???

Digreção: minha mãe não era nenhuma maluca, e não criou Normam Beates por ai.... mas quando éramos pequenas, minha irmã e eu recebíamos dos pais roupas iguais.. ela de uma cor e eu de outra. Então porque eu não ganhei uma roupa daquelas?? Por que só a Paula ganhou uma roupa rosa de bailarina??

Minha mãe veio até a porta. Eu pensei que ela me reconheceria, mas não. Ficaram os três, na soleira da porta, me oferecendo um prato de comida ou ajuda para encontrar meus pais, enquanto meu desespero aumentava até quase desmaiar de medo.

Foi assim que eu acordei, com minha mãe na porta perguntando se eu estava bem??

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Perigo, perigo, perigo

Aqui não vale muito ter medo.
Não tem para onde correr, nem se virar para esconder...
Em toda parte, até onde você menos espera, vai encontrar algo que desperte esse sentimento. É inevitável.. :D

Mas não é medo de gente, heim?? Medo de gente se tem em toda parte, porque gente é capaz de fazer tudo e qualquer coisa por nada. Falo do medo de coisas que não conhecemos, falo do medo de insetos estranhos, por exemplo, que não se vê na cidade... são seres diferentes, espaciais alguns... E dão medo!!

Sei disso por experiência própria.

Urbanóide acostumada a ter a casa absolutamente limpa, livre de insetos que deixam rastros gosmentos, que defecam, que vivem suas vidas sem pensar em humanos... insetos em casa urbana é sinal de sujeira, de desleixo.

A boa dona de casa usa desinfetantes, produtos e aerosol para limpar e manter sua casa livre de insetos... mas só contra os insetos.

Por aqui eu estou me acostumando á toda essa fauna e flora que vou conhecendo.
Sei que no mundo existem 7 bilhões de toneladas de insetos... acho que os humanos e os insetos vão povoar o planeta como praga...aliás, a praga já esta instalada há muito tempo, não é?? Mas não falo agora dos insetos. :D

Ontem fui procurar meus óculos.
Eu sabia que havia tirado no banheiro de baixo (meu banheiro esta com a resistência queimada e eu ainda não tive coragem de subir numa cadeira e tirar os parafusos do mesmo) pra tomar banho..então desci e fui apalpando as mesas para descobrir onde estava o precioso objeto que me faria enxergar melhor todas as coisas.

Não sou exatamente cega sem ele, mas é muito provável que eu não vá reconhecer seu rosto na rua se me deparar com você (conhecido, obviamente) se eles. Corro o risco de passar por você sem notar. Sem eles tenho dificuldades grandes de ver detalhes, limites bem definidos, situações por completo. Confesso que mesmo com óculos, todas estas coisas subjetivas continuam sendo uma dificuldade para mim, quando em estresse..mas digressão tem momento...e eu estou fugindo muito do assunto, como sempre.

Uma coisa que eu percebi quando estou sem óculos é que meu corpo assume a parte deficiente, recuperando o senso de ver tudo, só que por outros meios que não os olhos, deficientes pela falta de lentes corretoras.

Quero dizer que, mesmo sem óculos, ou de costas, posso sentir meu corpo arrepiar, sem controle da pele, que vai enrugando.. a nuca fica com os cabelinhos em pé. Meus olhos arregalam, querendo ver o que ainda não veem... e aí eu fico em alerta máximo...

Nostromo, com suas luzes piscantes, nave no meio do espaço..perigo perigo, perigo.."esta nave se auto destruirá em 5 minutos"..sabe???

E aí vou eu, lentamente me virando pelo ambiente, tentando, agora sim com os olhos, apertados para enxergar melhor, ver se acho no meio do borrão, a mancha que me indicará a posição correta do inimigo.

Luzes piscando, perigo, perigo...

Sempre acho. Ou uma enorme aranha, ou enorme taturana peluda grudada no armário, dura pelo tempo ali ficado, na construção de algum casulo para transformações miraculosas da Natureza.
Estas "manchas", peludas algumas, gosmentas ás vezes, despertam sempre esta sensação de perigo.
Esta era grande. Uma aranha peluda e enorme no chão. Parada, olhando com mil olhos para mim. Parada também, olhava com dois olhos míopes, nervosos por não ver direito. Meu corpo avisa sem parar do perigo eminente...e lá fui eu..tateando pela mesa, longe do monstro peludo...fui procurando a peça preciosa até achá-la finalmente perto da pia.

Coloquei o danado no nariz. Peguei meu chinelo lentamente e mirei na bicha. Eu não queria matá-la, como não matei. Eu só queria que ela soubesse que eu sabia. Sabe??
Atirei o chinelo no chão, que esbarrou em uma das pernas..ela virou de lado, rápida, mas não fugiu..enfrentou o chinelo com garras.. Meu Pai do Céu, pensei...ela deveria ter fugido e não ter ficado para enfrentar o inimigo..essa é das bravas. Confesso que ao ver a coragem da aranha eu acovardei ainda mais.

Corri. Fechei a porta. Mas essa estratégia de fuga não foi aprovada por mim. Não adianta mesmo fugir de seus medos... é melhor enfrentá-los enquanto estão no seu caminho, porque eles ficam por lá, escondidos no meio das roupas, dos objetos, e mais cedo ou mais tarde, eu terei que abrir aquele quarto e olhar tudo procurando por ela. Entendeu??

Enfrentar os medos é melhor, porque limpa o futuro..pelo menos daquele medo.
Com certeza haverão muitos.
Na natureza é assim..
Você não tem coragem???
Não quer viver perigosamente??
Não quer emoções e adrenalina??

Vem pra roça....



segunda-feira, 10 de junho de 2013

After Earth


(G1) O ator mirim Jaden Smith, filho de Will Smith, gravou um vídeo institucional da agência espacial americana (Nasa) em que destaca os esforços do órgão para ajudar a "salvar" o planeta de uma eventual destruição. O adolescente de 14 anos estrelou na sexta-feira (7), ao lado do pai, o filme de ficção científica "Depois da Terra", do diretor M. Night Shyamalan.

Nessa história apocalíptica, a Terra se tornou inabitável após uma série de desastres, e a população precisou se mudar para naves espaciais. Mil anos depois, o general Cypher Raige (Will Smith) e o garoto Kitai (Jaden) pousam, sem querer, de volta no planeta, habitado por predadores como aranhas, cobras, sanguessugas tóxicas, aves de rapina e babuínos enlouquecidos.

No vídeo da Nasa, Jaden descreve as contribuições do programa de Ciências da Terra coordenado pela agência para promover a consciência ambiental e a exploração adequada do nosso planeta. Além de cenas do filme, o material contém animações com dados de 17 satélites da Nasa em órbita atualmente.

Esses equipamentos fazem observações da atmosfera terrestre, da superfície e do gelo, entre outras características, e servem de base para cientistas poderem compreender melhor a Terra, prever nosso futuro climático e aumentar a qualidade da vida no planeta.

"A Nasa tem uma frota de satélites ao redor do planeta que mantém o controle das mudanças climáticas e estuda como os seres humanos estão afetando a Terra. Agora, na Nasa, cientistas e engenheiros estão trabalhando diariamente para ajudar os humanos a aprender a cuidar melhor de sua casa, para que nunca tenhamos que sair daqui", diz Jaden no vídeo.




Onde você estiver...te amo!


Isso foi em 2010.
Me sentei com meu pai, na rampa de acesso do pequeno barco, que espera turistas para um passeio pelo rio, em Ibiúna, São Paulo.

Paz.
Homem manso.
Onde você estiver, Pai.
Te amo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jeca Tatú moderno e a Ankilostomina Fontoura

A primeira coisa que eu faço quando eu levanto da cama (depois do xixi urgente antes que pingue na calcinha) é olhar pelas janelas, vidros ou portas que me mostrem o exterior. Principalmente agora no inverno, quando a neblina deixa tudo branco, sem visão do em torno. Lindo ver toda a paisagem transformada por algo que não se toca, tão etéreo e improvável como uma nuvem ao alcance das mãos e meu bafo quente deixa riscos de água condensada na janela fria.

Diferentemente das noites, quando não se vê nada, o não ver nada da neblina vem carregado de quase ver, de "achos" que está lá, sabe??

Hoje, na bruma "avalônica", achei que vi um casal de tucanos. Os bicos, mexendo ora para um lado, ora para outro, lembravam braços em blusa amarela, gesticulando no meio da árvore.

E lá está "Seu" Pedro, desde cedinho (chegou com sua motinho, sem atrapalhar... estaciona, tira da malinha a garrafinha de café, seus óculos e materiais de proteção, prepara a máquina de roçar e desaparece) ou o que se ouve do "Seu" Pedro, sumido que está entre a névoa branca e as árvores. Ele é da roça antiga, dos homens de antigamente, que acordam as 4,30 da manhã, passa o café e vai tirar leite das vacas, depois dar milho ás galinhas, que pega na enxada, na roça, no pasto, onde for pra ele ir ele vai. Os moço da roça só querem saber de crack, é o que dizem as más línguas por aí. Verdade! Não digo todos, porque generalizar é coisa de gado. Mas é o mal do século. Muito ruim a situação por aqui.
É verdade também que tem moço da roça que não quer crack, mas também não acorda cedo, não rala com enxada, quer tablet e sorvete Kibon (já foi o tempo do sorvete de massa na banquinha da Rose, sabe?).

Tudo bem querer, né? Eu sei. Só que quer daquele jeito, encostado no pai, que ainda trabalha na enxada, porque não quer trabalhar firme. Quer celular, que não sabe pagar.

Sabe como eu vejo? Jeca Tatu tecnológico, moderno, cheio de botões e barulhos futuristas, mas ainda do mesmo jeito dantes.
Sacou?


Não há mais Ankilostomina Fontoura (que coisa será essa??) que dê jeito.

Mas acho que está tudo dentro dos conformes. Quem quiser voltar para a terra vai ter que aprender (re aprender) a lidar com ela. Faz parte do resgate!

Vem pra roça!!!
Mas na boa!!



terça-feira, 21 de maio de 2013

Deixa pra amanhã

Aqui na roça vou fazendo tudo o que tem na prateleira. Deixo acabar muitos itens na cozinha para descer a montanha e viajar até a cidade, 11 quilômetros daqui.
A cidade é pequena.
Cresce devagar, quase parando.
Todo  mundo correndo pra fazer dinheiro. Nem todo mundo.
O Fred trabalha em tudo o que aparecer: faz roçada, com máquina própria. Toca viola com voz de coral, de noite. E faz shows em São José dos Campos, no violão ou viola.
Paulinho desce e sobe a rua principal, vendendo imóveis, bicos em reformas. Já deu tudo em vida para os filhos. Não tem mais nada em seu nome. Quer paz no coração.


E meu carro, que andava sujo demais, até para meus padrões de limpeza automotivos, precisava de banho. Lembramos que na cidade tem um lava-rápido de roça, uma porteira aberta, um quintal grande com mangueira e aspirador de pó. O desenho mal traçado no muro da casa dizia os preços. Dois meninos lavavam dois carros. Um cada um.
Era hora do almoço.
Não havia mais carros.
A cidade às moscas.
Quando perguntado sobre lavar o carro, o rapaz simplesmente disse pra deixar para amanhã.

É isso.
Maior calma na roça.
A porteira com um carro aguado mal desenhado se fecha.
Não abriria mais hoje.

Lembrei da cara de bunda....
Depois pensei "que se dane..o cara é assim..não quer trabalhar feito louco e ganhar grana. O dinheiro do dia já foi feito."
Deixa pra amanhã.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Keng Lyen e seus peixes que nadam em resina

....e por falar em ilusão, que tal um peixe azul nadando solitário num prato fundo???

Ou uma tartaruguinha verdinha tentando sair de uma tigela???

Ou uma lula largada num prato fundo, olhando para nós como a se perguntar "O que vai acontecer comigo agora???"

lindos, né???
Pintados na resina, os animais em 3D vão saindo dos pratos...
Coisa linda...digita KENG LYE no Google e dá uma olhada nas imagens...



assim também o artista japonês Riusuke Fukahori!!
resina, sabe??
Não sabe???
Vai olhar!!!






Suzana, de Hynek Martinec

Lindo retrato de Suzana..incrível viver nesta era de arte digital, onde imagens da imaginação se confundem em realidade com as do mundo físico.

Não que haja competição natural entre as formas...o que compete são nossos olhos, que ora olham para uma imagem irreal e outra hora olham para o real e não acreditam no que vêem. Não há distinção, não há como saber se aqueles seres são tirados da vida real, ou se apareceram na tela da vida escondida na cabeça de cada um.

Hynek Martinec, além de ótimo desenhista, artista de primeira mão, ainda é poeta das palavras pintadas, quando diz que pintar Suzana foi dividir com as pessoas a intimidade da convivência com outra pessoa, expressa pelos detalhes da casa, na intimidade de um casal refletida nos óculos postos no rosto desgrenhado da Suzana.
Isso não é foto
é pintura acrílica, acredita???


Dá até raiva de ver, ou melhor, de não ver a diferença entre pintura e foto!!
Demais mesmo.
Vale a pena dar uma viajada no site deste cara...maravilhoso!!
Mas quer saber o que eu acho??
Parabéns, Suzana...mulher porreta tá aí.
Sortuda.
:D
 

domingo, 5 de maio de 2013

cara de bunda na roça

Aqui na roça tem um i-pod meio velho, já batido pelos longos períodos de viagens, de festas, de bodes!! Tá lá com quase 5.000 músicas, alguns filmes, computadores, tem uma tv grande, grudada (precariamente, na minha opinião) na parede de tijolo à vista, tem internet e roteador, tem aquecedor e smartphone.. :D

Tem músicas em todos os aparelhos, tem rádios e telas mil. Mas fica tudo desligado, sabe?? Pra que, me fala?? Pra que ouvir sons altos, gente falando, falando, falando, falando, falando mal, falando de buraco, de morte, de assalto, falando de inflação e desemprego... Falando, falando!!

E tem música de igreja, tem música regional, e tem sertaneja e universitários, e tem rock diversos tipos, e tem românticos diversos tipos. Tem tecno, tem valsa e clássicos, tem de tudo um pouco desse mundo infito dos sons, das notas, das cores sonoras...

Mas aqui, eu deixo tudo desligado.
Deixo tudo quietinho no seu lugar, dando preferência para os grilos, as cigarras quando é época delas, os sapos de noite, as corujas, as aves de rapina, os cães, os macacos lá longe, o rio briguento lá embaixo!

Tenho esta qualidade de vida que me permiti ouvir os sons da natureza, de onde eu estiver.

E você quer saber o que me deixa com cara de bunda??? FUNK

Eu não ligo música que é para não atrapalhar... aí passa um imbecil, de carro ou celular, com "aquilo" tocando firme e alto no rádio. Que pena.

Os insetos param, os animais fogem, e a vida não continua, ela estanca, chocada com a violência, com a falta de qualidade.
Que droga!!
Que lixo!!
Que M.