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terça-feira, 26 de junho de 2012

Jornada IIII - Zeng Hao Dun Huang

O site dele é http://www.zhdhart.com


Artista chinês, de primeira qualidade.
  

Imagens cheias de detalhes, leveza.



Deusas, formas diáfanas, voando entre folhas.

Mais um que vale a pena visitar...de olhos e bocas bem abertos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mudanças

"Todo lo cambia", já dizia o bom ditado que, em qualquer língua, significa que o Universo está sempre em movimento e que tudo muda a todo instante, apesar de nossas forças contrárias, tentando manter tudo exatamente como está, tentando parar os ponteiros do relógio com os dedos.

Mas somos filhos das estrelas. Em nossa matéria corre pó estelar, somos filhos de super-novas. Não haveríamos nós de ficar para semente, não é mesmo??

Por isso eu resolvi aceitar o desafio e acabei percebendo que cidade tem lá seu charme. Onde estou, sou privilegiada, pois tenho uma linda vista, ainda que linda vista, na cidade, signifique um monte de casas, um monte de prédios, de quando em vez um avião no céu e muitas, muitas luzes acesas em todas as janelinhas que vão abrindo seus olhos na noite escura.



Tirei a foto do 5º andar, usando um celular "meketrefe", com configuração noturna.
Mas a intenção é a que vale.
Esta é a vista do entardecer lá da janela da sala.
Um delícia ver o pôr-de-sol..acompanhar de longe os vizinhos que chegam do trabalho... com alguns dias fico sabendo de tudo.
Andei em volta, pelas ruas...coloquei meu tênis e fui explorar. Amei a região. Muita casa, muita árvore..muito cachorro fechado em grades pouco confiáveis. Muito cocô nas calçadas...
Bem-vinda a São Paulo.

As aventuras do Ivan

A sequencia da estória:






Voltando do supermercado

Acidentes acontecem em toda rua onde carros trafegam sem parar, todos os dias da semana.

Aqui na roça, também e, geralmente, são de lascar.
Estradas estreitas, cheias de curvas, névoa, vacas, carros quebrados sem acostamento, caminhões lentos e fedorentos que pedem uma ultrapassagem mesmo que perigosa, vista linda que tira nosso foco da mesmice cinza da estrada... tudo isso pode colaborar para que o carro caia morro abaixo.

Não sei o motivo, mas o carro estava descendo a estrada, e rodopiou na pista, caindo pelo barranco e parando, milagrosamente, sem tombar pelo resto da colina. Ninguém saiu ferido.

Tirei a foto
Na volta do supermercado.

terça-feira, 5 de junho de 2012

As Aventuras de Ivan

Tô gostando de trabalhar com a mesa digitalizadora.
Colocar imagens mescladas com desenho.
Viagem, né?

Fui pedir um orçamento pra VIVO colocar um fone na roça

O título é grande, mas a estória é curta.
A VIVO me cobrou 19 mil reais para instalar um telefone na minha casa, aqui na roça. Ainda teria que pagar quase 8 reais por mês a vida toda, para manutenção dos 6 km de fio.

Assim fica fácil crescer no país chamado BRASIL, onde não deveríamos pagar por serviços básicos á população, principalmente na roça, onde a baixa renda grassa em todas as casas, com seus filhos perpetuando os erros dos pais, multiplicando-se aos montes, desde a primeira menstruação.

Fica a prova do que digo.
Uma carta, simpática até, da VIVO.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

As aventuras de Ivan, Rei de Arnor e Gondor, da Roça!

http://santaroca.blogspot.com/b/post-preview?token=Xj08PzcBAAA.r26DRUfoBmJHQG0Gqdpoig.9L6RAxxqhm1QuSyBsbP2sg&postId=6424744665448903347&type=POST

No link acima eu conto a estória do porco como eu a vivi.

Nas tiras, conto a estória como Ivan e seu inseparável amigo Cauã, meninos nascidos e criados aqui na roça, viveram a experiência.
Ivan tem 12 anos.
Mora numa casa perto do rio, onde brinca muito com seu irmão Felipe, de 3 anos, e seus amigos
Sua irmã, Vitória, tem 14 anos. Ajuda a mãe a cuidar do Felipe, a arrumar a casa e ainda tem que ir para a escola.
Na época do acontecido, o porco estava destruindo todas as plantações lá perto de onde moravam. O tal do animal invadia as roças na calada da noite, acabando com milho, mandioca, cana e amendoim, plantados com afinco, ás vezes com tanto trabalho ... dava dó de ver os homens agitados e bravos com o tal do porco.


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to be continued



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Jornada III - Arthur Braginsky


Pintor ucraniano, nascido em 1965.
Adoro os tons sempre alaranjados, quentes, com que pinta suas mulheres, em cabelos esvoaçantes e olhares provocantes.

Ele mesmo parecendo um viking gigante e ruivo...


Não vai esquecer: Arthur Braginsky!!



sábado, 5 de maio de 2012

Indiazinha

Tem gente que passa a vida sem ter amigos leais.
Que fica sem a verdade dita por eles...
Que fica sem o perdão ofertado todos os dias pelos erros que cometemos...

Tem gente que passa pelo mundo sem amar um amigo.
Que fica na solidão, sem ter ninguém pra compartilhar...
O desenho pode não fazer jus, mas a amiga é a melhor e a maior do mundo.

Minha amiga Indiazinha...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Para amar Tolkien.


 A reportagem é antiga, o assunto, atual.


Minha família paterna é composta de ex-combatentes da Segunda GGM. Posso contar algumas estórias sobre guerra, estórias que não são minhas, mas de gente bem próxima á mim. Mas sempre que eu perguntava algo sobre campos de concentração ou batalhas, me perguntavam o que eu queria mesmo saber? Qual era a minha intenção? O que eu não sabia? O que eu faria com as revelações de dor deles? Saber das atrocidades eu já sabia... Precisava de mais “Cor” nos relatos? Por que?

Escrever, para mim, muitas vezes, é exorcismo. Não de demônios bíblicos entranhados no meu corpo (ou de alguém próximo) mas de ideias, sentimentos, que, estes sim, entranhados em mim, ficam me atormentando de quando em quando. Escrever põe estes demônios nos devidos lugares. Fazê-lo publicamente é outra estória. É apenas questão de escolha a quem deixar plantar sementes em solo sagrado (eu mesma). Que quero eu saber de guerras e escarros e sangue e merda que eu já não saiba? Porque sentir a necessidade de colocar essa dor e esses sofrimentos (tão “romanos” aliás...estórias de Roma antiga, tão bem descritas e filmadas por ai, nunca mudaram a concepção que as pessoas tem da guerra. Não passam a mensagem que deveriam passar: guerrear não compensa. A realidade da guerra e da “vida”, contada nua e crua (... com soldados defecando e escarrando...), portanto, não melhora ninguém.) para as pessoas??

Falar de minha escolha (pessoal) de encontrar em Tolkien, muitas forças e exemplos, que não vejo muito difundidos por ai. Qualidade. Qualidade que encontro nos relatos de Tolkien. Relatos de guerras sangrentas, SIM, de soldados lutando em batalhas cruéis, SIM, de defecados e ensanguentados, SIM, de muita dor e sofrimento, SIM, de expressão da realidade, SIM, sem utopismos ou fugas, SIM, com a realidade nua e crua PARA QUEM QUISER VER.
Mas escritas de uma forma (PENSO EU) premeditadamente velada: que tipo de mensagens quero passar para as gerações que não viram com os próprios olhos as dores de uma guerra? COMO eu passo uma mensagem de que guerra é ruim, sem mais traumas, sem mais dor, Que livros quero escrever para que meus filhos leiam?

Da primeira guerra, tenho apenas os relatos, as fotos e a documentação de um dos episódios mais dolorosos passados pelo nosso planeta e pela humanidade (estúpida) que nele vive e se mata.

Alguém já ouviu falar na batalha do Somme?

“A Batalha do Somme foi uma das mais terríveis da 1ª Guerra Mundial, senão de todos os tempos. Em nenhuma guerra, antes ou desde então, o Exército Britânico perdeu tantos homens no primeiro dia de uma batalha – cerca de 58.000. Em Waterloo, as baixas foram de cerca de 8.500 homens; durante o “Dia-D”, na 2ª Guerra Mundial, houve cerca de 4.000 baixas britânicas e canadenses. No primeiro dia da Batalha do Somme, as baixas britânicas excederam a todas as suas baixas nas guerras da Coréia, Boers e da Criméia juntas. Todos os países da Commonwealth estiveram envolvidos nela e, portanto, por todo o mundo, a palavra "Somme" tornou-se sinônimo do grande e insensato derramamento de sangue da Grande Guerra.”.

Na época, o 2º tenente Tolkien serviu em Somme.

Viu a morte, a dor, soldados que escarravam, choravam pedindo por suas mães e esposas, que morriam cheios de merda e sangue, com doenças advindas da sujeira, da água que não saía do solo (causando a doença “pé de trincheira”, onde as carnes se descolam dos ossos dos pés)...

... ajudado pela invenção do arame farpado, que propiciava mais proteção aos soldados. Só que os estrategistas do conflito não contavam com as novidades tecnológicas que surgiram em cena: a metralhadora, a granada e os bombardeios aéreos. Criadas durante o desenrolar do embate, acabariam por transformar as trincheiras em túmulos a céu aberto. Os gases tóxicos, por exemplo, tornaram a soldadesca alvo fácil. As doenças, causadas pelas péssimas condições sanitárias, eram outro tormento. Em uma época em que a penicilina ainda não havia sido inventada, morria-se de tudo – de disenteria, doença muito comum, gripe e toda a sorte de infecções. A grande guerra deu origem até a uma nova moléstia: trench Foot, ou pés de trincheira. Quando chovia, a água acumulava-se nos fossos e os soldados não tinham meias para trocar. No frio e na umidade, os pés gangrenavam e, em alguns casos, eram amputados.

Como um homem como Tolkien, inteligente, jovem, poderia deixar passar as informações que tinha em primeira mão, afinal viveu tudo aquilo, sobre os campos de batalha? O que ele (Tolkien) estaria querendo dizer aos seus leitores, quando escolheu a forma que escolheu para escrever seus livros?

Arwen, recatada. Não sei vocês, mas elfos parecem ser bem libidinosos, algumas vezes. Ou poderiam ser...têm tempo, corpos perfeitos, sabedoria, saúde, comida de primeira, bebida de primeira, não devem ter “nossos” recatos, “nossos” problemas de sexualidade, “nossos” limites. Não creio que eles tivessem algum problema com sexo. Nasceram sem aquele peso, que todos nós carregamos, do pecado original. Não havia cobras e maçãs no imaginário deles, nem pecado e culpa. Isso muda tudo. Se ela escarrava ou não, eu dou até risada.
( Duvido que estuprassem alguém. Afinal, quem quer transar, á força ainda, com uma orc suja, feia e fedorenta? lol)

Não acredito que nas vilas humanas não havia prostitutas, mercadorias roubadas (ou seja, ladrões)... Não falar delas não quer dizer que não existiam. Quer dizer apenas que, naquele contexto, não fariam diferença.

Uma questão de escolha: tem um bloco branco á frente: o que acontece a um pescoço quando uma espada passa por ele? O que isso muda minha vida? Eu vejo fotos do campo de concentração e ainda custo a acreditar naquilo tudo. Estas mensagens são fortes. É realidade estampada em pele e osso. Que outras dores eu preciso ver para entender? Batalhas, como a que Haldir perdeu a vida, dão mensagens outras do que como um pescoço se comporta quando uma espada passa por ele. Falam de outros componentes da mesma guerra sangrenta. Que cena linda. Como comparar isso com um pescoço cortado e jorrando sangue? Porque escolher estupros e infanticídios?

Já viu algum documentário que fale da vida das crianças de campos de refugiados em Uganda? Quer saber o que é estupro e infanticídio?
Quer ver realidade? VEJA. Ela esta ai, estampada em vídeo, documentário real. Não precisa de guerra do trono.

Escolha pessoal. Intransferível poder que Erú Ilúvatar me concedeu em Sua Força e Poder.
Tem mais 9 pontos, de 10, para eu escolher Tolkien como BEM MELHOR do que GRRM.