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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os amigos do Brasil

O telhado de minha casa aqui na montanha está repleto de pássaros de várias espécies, atarefados com seus filhotes, a manutenção no ninho, limpeza, gaviões.
Da janela do escritório tenho a visão do paraíso em seu dia-a-dia. Movimentado por aqui. O tempo todo.

Ontem, um dos pássaros tomava banho na sacada. A poça de água, pequena demais, serviu muito bem de banheira. Pensei nas muitas formas de pássaros nas montanhas da mata atlântica aqui do sudeste ou nas vastas florestas tropicais, como na Amazônia.

Dia 10 de outubro morreu Adrian Cowell, o maior documentarista da Floresta Amazônica, com 77 anos, 50 dos quais dedicou a filmar e registrar questões de preservação e destruição, conflitos de terras, a situação dos povos indígenas, sertanistas, garimpeiros e fazendeiros. As sete toneladas de filmes de seu acervo estão na PUC de Goiás, onde pode ser apreciada por quem se interessa pela estória da maior floresta tropical úmida do mundo, com meio século de lutas de várias formas dos povos da floresta e dela própria, ponto fundamental da ecologia no planeta.

O mundo fica mais triste, mas por pouco tempo. Novos amigos do Brasil se juntarão á luta de preservação deste que é um dos maiores Patrimônios Verdes do Planeta, assim como em diversos biotipos do nosso planeta azul, a Terra, 3º planeta a girar em torno de única estrela, o Sol, na Via Láctea que navega veloz pelo Universo. É nosso único meio de transporte, de alimentação, de segurança no Universo inteiro... e não sabemos cuidar.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ai que raiva que dá quando alguém destrói a Natureza


Aqui na roça se vive as conseqüências de seus atos como em qualquer lugar.
Se você passar a enxada de forma errada na estrada de terra, na próxima chuva a água vai levar terra embora, abrindo o buraco que você deixou lá, causando erosão. Para mexer numa estrada de terra, tem que conhecer da coisa. Eu vivo numa APA, então não podemos usar máquinas, abrir espaço pela mata, nada disso. Temos que agir de forma legal. A estrada de terra que fica dentro de casa foi aberta na enxada, de forma caseira, lenta e inexorável.iA polícia ambiental esteve no sítio. Disse onde podia, onde não  Não derrubamos uma única árvore, e não deixamos a terra em carne viva, vermelha, exposta. Foi tudo feito pensando na vida em torno, no conforto de todos os seres que andam por lá.
Quando tem bicho do mato passando, o carro pára, espera e observa. Silencioso, deixa o lobo guará passar, lindo e ruivo.
Na beira de riachinhos e córregos, a vegetação não é mexida. Não se corta, nem se "limpa" beira de rio. Fico ouvindo os "das antigas" daqui dizendo que é preciso limpar a beira do rio, como se lírios e outros "verdes" fossem "sujeira", sabe?
Meu vizinho de frente fez isso. Fomos falar com ele. Nada de novo. Xingou, reclamou, virou a cara. A margem "dele" do rio está cheia de areia, e a água do Rio do Peixe já levou boa parte da terra embora. Estes dias queimou a vegetação, numa queimada assassina e burra. Assassina por motivos óbvios, e burra porque na chuva que vier (e ela virá), a água vai levar mais um tanto da terra. É triste de ver a desolação do outro lado do rio.
Ai houve a denúncia. Do "meu" lado do rio, saiu gente com foto. Já ligamos para polícia civil, ligamos para a policia ambiental, ligamos para o prefeito.E sabe como acabou?? Pizza.
Parte da terrinha estragada do vizinho foi vendida. O novo proprietário "limpou" mais ainda a beira do rio, plantou estacas e levantou um barraco. Fossa na beira do rio, desmatamento, ruídos que espantam animais. Ninguém faz nada. Nenhuma autoridade toma conhecimento. O barraco está lá. Eles estão jogando tudo no rio.
Agora de manhã ouvi o som do trator..passou pela terra, descarnando ela, jogando pela beira as árvores que estavam "no caminho". O Danado do vizinho do outro lado do rio abriu uma estrada em menos de 20 minutos. O telefone que queimou em denúncias jaz na base. Não adiantou nada. As várias policias, a prefeitura... não veio ninguém.

Em quem acreditar? Em políticos? Como podemos mudar isso?
A única "arma" que eu tenho é a denúncia, e eu já acionei essa arma. NÃO ADIANTOU DE NADA.

Sabe, eu quero acreditar. EU QUERO MESMO.
Mas o ser humano, meu Deus!! Lento demais na sua evolução. Lento demais em mudar atitude. Gerações são necessárias para que algo pequeno mude.
Acreditar é tudo o que eu quero.
Acreditar que vai dar certo, apesar dos homens.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

OBRIGADA POR TUDO, SR. JOBS


terça-feira, 4 de outubro de 2011


Hoje eu acordei pensando no santo do dia.
São Francisco de Assis.
Dia 04 de outubro.

Por falar a língua dos animais, foi escolhido como padroeiro destes que são a base de nossa alimentação, da nossa vestimenta, de muitos de nossos remédios, cosméticos.
É por causa deles que temos o que temos.
E na minha casa, eu tenho a benção de conviver com animais. Felinos, caninos.
São tratados com amor, respeito, dignidade.
Não sofrem violência. Não são abandonados.
Não são amarrados, torturados, violados.


Se Francisco aparecesse agora, eu teria vergonha dos humanos.
Voce imagina Gandalf, Galadriel,  fazendo isso?
Você imagina laboratórios elfos onde os animais são cobaias??
Você imagina Gandhi, Dr. Dráuzio Varella, Mandella, apoiando isso??

EU TENHO VERGONHA DO QUE FAZEMOS AOS ANIMAIS.
EU TENHO VERGONHA DO QUE FAZEMOS AOS ANIMAIS.

FINGIR QUE NÃO SOU HUMANA NÃO ADIANTA!
DIZER NÃO Á VIOLÊNCIA ENTRE ANIMAIS É DIZER NÃO A VIOLÊNCIA HUMANA.

Um povo que maltrata seus animais, velhos, crianças, não merece o que tem.
E você sabe o que dizem??
Sabendo usar não vai faltar.
Não sabendo..... 





domingo, 2 de outubro de 2011

Diferença entre gerações

"Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”

O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "

"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.




Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.



Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.




Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto.E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?


Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.


Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.



Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.



Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou se deslocavam de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O mar no deserto de Atacama - pequenos relatos de minhas viagens I

Chegamos no deserto do Atacama de avião e duas mochilas. Na verdade, o danado aterrizou em Calama, cidade vizinha. Antes do pouso, só areia e sal. 600 km e uma pequena faixa de cimento na imensidão seca e quente. O vento lá é inacreditável. É difícil manter aquele monstro voador na linha reta. Pensei que eu fosse morrer.

De manhã cedinho, embarcamos numa aventura pelo deserto. Iríamos visitar várias cidades que vivem do turismo. São aldeias no meio do deserto, com pouca água, muita luta. Cada aldeia, uma estória.
Mas venho aqui falar de uma aventura neste dia que tirou meu fôlego e continua fazendo isso. Na minivan, eu pensava, já com fome, iríamos comer. O carro subia a montanha, e os turistas conversavam animados, olhando para o deserto que ficava maior em extensão à medida que a van subia. Lá em cima, quando a van virou, nós todos paramos de falar ao mesmo tempo.

Na imensidão de montanhas, um mar azul e cristalino. Uma visão mágica. Enquanto nós tirávamos fotos, duas pessoas desceram do carro e foram na frente, com o aviso do guia que esclareceu que a água é extremamente salgada, e que em hipótese alguma deveríamos molhar o corpo ou tomar daquela água. Com o sol do deserto, a água salgada na pele queima muito depressa, levantando bolhas. E beber água salgada só dá mais sede.

DA PRA VER NA FOTO AS DUAS PESSOAS QUE FORAM NA FRENTE
Lugar mágico.
Vale muito a pena sair de mochila nas costas pra visitar esse lugar.
Foi um dos melhores almoços da minha vida.
Comida fria, água fresca e muito sol.
Tudo de bom, né?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

coisas do mundo vistas por alguém da roça II


Ontem eu vim da roça pra cidade.
5:30 da manhã a bicharada da noite está indo dormir e a bicharada do dia, levantando pra mais um dia de lutas.
Tudo igual ontem. Tudo igual amanhã.
Na cidade as coisas são diferentes, com certeza. Nem sempre para o mal.
Pessoas fazem a "troca da guarda" também, pois a cidade não dorme. O turno noturno volta pra casa, e o diurno acorda para o trabalho. Até aí tudo igual.
Mas a semelhança com o mundo da roça termina ai. Nada mais na cidade é natural.
Para começar, a quantidade de gente que circula pelas grandes cidades é um absurdo. Na roça anda-se muito para encontrar alguém. Os cães vão junto com a gente, cheirando o chão e o ar atrás de pistas. De vez em quando ouve-se o ruído de alguma folha mais pesada despencando pelas árvores, caindo no chão. Um pássaro responde ao outro. O som de água da cachoeirinha do "Seu" Isaías é um dos mais gostosos de se ouvir.
Na cidade, tudo lotado.
Hotel cheio. Conversei com o moço do estacionamento, que me disse que é sempre assim. Chega cliente cansado de rodar a cidade atrás de vaga em hotéis. Não tem lugar. E é claro, assunto em toda parte: como vai ser na COPA. Ele fez uma careta: "-Vai ser um inferno, dona (odeio quando me chamam de dona). Se durante a semana, em dias normais, sem evento ou convenção, já é cheio, imagine na COPA." 
Na roça, a cidade é mais calma. Pode não ter lugar na praça principal, mas nas ruinhas ao redor tem sempre uma vaga. Na rua da Igreja é onde eu mais gosto de parar. Rua calma, com o velório á esquerda e o cemitério ao fundo.
Nos semáforos da cidade, a moça sempre risonha entrega o jornal "Metrô", que eu sempre leio. Na roça, faz pouco tempo a farmácia da rua principal começou a vender jornal. Tem só a FOLHA e a revista Veja de vez em quando. Mas, se eu quiser notícias fresquinhas, vou na padaria da Carmem. Lá tem sempre novidade do bairro, da cidade, das estradas.
Na cidade, o crack está em toda parte. Na roça também está invadindo os rincões mais afastados, levando jovens e "não tão jovens" para um buraco sem fundo. Assim como o álcool, que crianças e jovens tem livre acesso. Pinga aqui na roça se dá pra criança beber, sem problema. Os pais de vez em quando dão uma risadinha, como quem diz que não tem jeito mesmo. Uma pena. Ficam moles. indolentes, perdidos. Acabam roubando galinhas, celulares, câmeras digitais pra venderem por uma pedra ou duas. 
Na cidade, as pessoas fazem greve de fome para melhorar a educação. Na roça, os professores falam errado e não sabem que falam errado. Perpetuam, ás vezes com amor, um erro, por não saberem que estão caindo em erro. ( "Menas" PRESSA, gente... seis tão na roça...) Sabe??
Pra comer, tem de tudo. Tem padarias 24h, tem comida de todo lugar do mundo, tem as melhores pizzas. Na minha cidade, eu tenho do melhor. Tem um restaurante japonês, um sushimen de primeira (é professor desta arte em São Paulo). Restaurante sempre vazio (só com alguns turistas mais inteligentes) ou moradores (inteligentes) como eu, que não é turista mas não é "nascido e criado" lá, sabe?? Salmão com capa de gergelim é a melhor pedida. E tem a Pizzaria Cabocla, que tem a melhor pizza de São Paulo, mesmo!!
Não precisa se preocupar com lugar pra estacionar, nem em dar dinheiro pra alguém "guardar" o carro.
Mundos diferentes, mas iguais em muitos pontos.... :)
Roça, roça que te quero verde. Amanhã volto pra roça, se "deusquiser"...
E Ele quer... sempre.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Coisas do mundo vistas por alguém da roça

Hoje eu abri meu note e li uma reportagem falando sobre o povo palestino. Que situação difícil deste povo, tirado de suas terras, vivendo soltos pelo mundo, achando que a violência e o descaso das outras pátrias é a única verdade.
Olhei pela janela. Lá fora, cada ser vivo que vive entre a mata tem seu território. E luta com sua própria vida para defende-lo. Meus cães, enormes e bobos, se tornam gigantes e bravos quando se trata de defender seu território, rosnando e arrepiando os pelinhos das costas. Adoro ver a cena.
As plantas vão crescendo, se expandindo para todos os lados, reclamando a supremacia no território todo da terra, onde eu, incauta, construí minha casa de tijolos e cimento. Elas estão reclamando o que é seu: sua terra, por direito divino.
Se é assim no quintal da minha casa, entre os seres naturais que estavam lá antes de mim, fico imaginando entre os seres humanos, dotados de consciência desde há muito tempo.
Está errado um povo ser tirado de suas terras, obrigado a vagar, viver em acampamentos, enfrentando todo tipo de problema, porque não tem um lugar para chamar de pátria.
As coisas deveriam ser mais simples, se resolvendo de forma rápida, para livrar as pessoas da dor.

Li também que os cientistas britânicos estão inventando uma máquina que lê sinais de mentira nos rostos analisados. Que coisa louca, pensei! Uma máquina para analisar faces humanas para fins de espionagem, ou sei lá mais o que.
Olhei de novo pra janela e pensei: ficamos inventando máquinas para ler os outros, saber dos outros, espionar os outros, cuidar dos outros... Espelho ninguém quer, né?? Se olhar fundo na imagem refletida, ver-se nú(a) e crú(a)... como se é. Na simplicidade da verdade, encontrar-se a si mesmo. The ultimate journey.
Não há nada além deste contato com a alma, pois que isso será o único bem que levaremos desta para melhor.   Nada mais natural, de acordo com as leis que regem nossa natureza planetária: cada um cuide de seu nariz, fazendo seu melhor, cuidando de seu lar, suas coisas, sua vida.
As coisas deveriam ser mais interiores, se resolvendo na velocidade que nosso ser suporta, para nos livrar dos problemas e limites que impomos á nós mesmos.

Lí que o FBI tem pistas de quem vazou as fotos da  Scarlett Johansson na internet. DEIXA VAZAR, gente!!!Deixa a beleza fluir pelas ondas. Adoro homem e não sou homossexual. Mas sou adoradora do belo, da arte. Olhar pela janela e ver só coisa linda também faz parte da vida simples, auto sustentável.

Li que senado adia votação do novo código florestal.
"O artigo 8º do novo código permite que haja modificação ou supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente (APP) nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental".
Que é isso gente?? Deixar uma janela aberta deste jeito, escancarada, para que gente de má fé possa desmatar para "interesse social"?? que é isso?? Utilidade pública?? que é isso?? que medo de tudo ser perder, de desmatarem tudo porque alguém falou que era utilidade pública.
Desta vez, não olhei pela janela. Ver a mata lá fora, verdinha e tão frágil, dependendo cada vez mais dos humanos, me deixou absolutamente triste.
As coisas deveriam caminhar para a Natureza, para a direção do planeta, da vida, da sustentação inteligente, ecológica, limpa, para nos livrarmos de um futuro de seca, de miséria, de fome e doenças. 

O que estamos fazendo em nossos dias?? O que fazemos de nossas horas? Da voz, das mãos, das pernas, da inteligência que "ganhamos"?? O que estamos deixando de fazer?
Que lutas não travamos?
O que estamos esperando?



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

  


O Alimento dos Deuses – Terence McKenna

“... a humanidade atravessou um divisor de águas para um  mundo cada vez mais pobre de espírito, mais dominado pelo ego, um mundo cujas energias se aglutinavam no monoideísmo, no patriarcado e no domínio masculino. Daí em diante os grandes relacionamentos vegetais, modeladores das sociedades do Mundo Antigo, declinariam para o status de mistérios, buscas esotéricas de viajantes endinheirados e dos obcecados religiosos e, mais tarde, dos investigadores com inteligência cínica. 

Enquanto os Mistérios desapareciam, o alfabeto fonético ajudava a levar a consciência para um mundo que enfatizava a linguagem escrita e falada, e para longe de um mundo de percepção pictográfica gestáltica. Esses desenvolvimentos reforçaram o surgimento do estilo de cultura dominadora e antivisionária. 

Teve início a escura noite da alma planetária, que chamamos de civilização ocidental”.








PAVAN GURU (Air is the Guru) PANI PITA (Water is the Father) MATA DHARAT MAHAT (The Great Earth is our Mother)

Delícia de música, pra ouvir em qualquer hora.

Uma oração, não importa a letra.