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terça-feira, 19 de março de 2013

Sem medo de falar em deficiências físicas

Metade de mim é holandesa, por causa de meu pai, que veio para o Brasil aos 19 anos de idade, depois de dias em um navio cheio de imigrantes de várias partes do mundo. Os espanhóis, italianos e portugueses ficavam no porão do navio e, segundo meu pai, sempre brigavam entre si, sempre barulhentos. Os franceses, holandeses e ingleses ficavam nos primeiros andares do navio, embora fossem tão pobres quanto os outros, lá no porão.

Preconceito puro contra os imigrantes "menos nobres" da Europa. Um absurdo, não é??
Somos seres preconceituosos, isso eu não tenho dúvida.

Temos preconceito contra doenças, também. Tratamos de forma diferente os que não são parecidos, não conseguimos olhar nos olhos, nos sentimos mal, meio que envergonhados por termos que olhar, falar...
Me lembro de quando eu precisei andar com cadeiras de rodas, num evento público. Era a feira do livro, aqui em Sampa, que, de dois em dois anos, me enchiam de prazer. Lembro que quando eu ia nestes eventos do livro, eu saía com uma sacola cheia deles, comprados com enorme satisfação, não importasse preço, ou tamanho. Eu saia feliz com meses programados para a leitura e degustação de cada um deles.
Mas numa cadeira de rodas, eu senti a enorme dificuldade de andar elas standes, pelos tablados armados para receber milhares de pessoas "normais", sem rampas de acesso. Hoje tem, mas na minha época, não tinha nenhuma rampa..Era uma enorme dificuldade andar pela feira. E as pessoas ficavam com dó de mim, me olhavam rapidamente, algumas de canto do olho, e assim eu recebi dezenas de revistas, de pessoas que vinham de todos os lados, dizendo "querida, você ai, numa cadeira, fique com estas revistas"...e meu colo ficou lotado delas, quase numa torre titubeante de papel e informação.

Temos medo de pronunciar certos nomes de doenças, como câncer, AIDS, e assim vamos tampando com a peneira coisas que são comuns e podem acontecer com qualquer um.

Tive um amigo anão. Paulo era forte, tinha um sorriso lindo e uma simpatia de fazer inveja. Dentes brancos, riso franco. Mas era anão. Isso quer dizer que ele tinha uma anomalia genética, um defeito que proporcionava a pequeno tamanho físico, com membros deformados: pernas tortas, braços tortos, mãos pequenas, coisas assim. É ruim? é. Nenhum anão gosta de ser anão. Mas reconhecer que se é anão, e que nanismo é uma anomalia genética NÃO TEM PROBLEMA NENHUM.
Não é xingar alguém...

Minha mãe teve câncer. Morreu por causa do fígado destruído pela doença.
Mas ela tinha CÂNCER, ela sabia e falava nisso sem preconceito. Não havia tempo para melindres, para palavras sussurradas. Era falado, claramente.

Meu amigo era assumidamente, um anão. Eu era jovem, menina mesmo, e foi a primeira vez que eu via uma pessoa assumir uma anomalia óbvia, que não se esconde enm se impede de ser visto pelos outros. Está lá, óbvio e não pode ser negado. Tem NOME: NANISMO. é uma doença, uma anomalia.
E Paulo era maravilhoso. Ele sabia como mostrar bem a diferença entre o ser atrás do corpo e o corpo, na frente do ser. Inseparáveis enquanto vivos, mas um era uma anomalia, e o outro era a luz, a felicidade, a energia positiva de uma alma forte e gigante em amor.

Não podemos confundir doença e doente. Um se cura ou mata, o outro é luz, embora enfraquecida pela dor.

Não xingo a memória de meu querido amigo se eu digo a ele que ele era anão. Aliás, ele "estava" anão.
Agora ele está livre de corpos, livre no espírito.

Uma frase dele que eu não esqueço é que as doenças da alma não são vistas e, portanto, não são consideradas devidamente. E são as únicas deficiências que devemos, de todas as formas, olhar e combater.

As físicas se aprende com o tempo a lidar com elas.

Aprendi com ele a não temer o físico.
A não confundir as coisas.

Somos luz.
Luz.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Já faz tempo....

Então gente...faz tempo, né??
Mas eu não deixo a roça verde aqui da internet "crescê" o mato..venho aqui e roço tudo, pra ver a grama baixinha, verdinha e cheirosa.

Aqui na roça vai tudo como Deus quer.

Chovendo, chovendo e chovendo.


Queimando coisas com raios..demorando para resolver os problemas...não tem gente para fazer o trabalho...muito tempo com as coisas queimadas..luta para conseguir gente..resolvem o problema...chove de novo...sabe??

Queimou a internet e o telefone, para variar.
Verão não tem jeito. Queima mesmo.
Eu tirei o aparelho da televisão via satélite da tomada...fiz mal porque desde o carnaval que eu não tenho televisão.. não que eu sinta falta...jornal só coisa ruim. Entrevista, filme..tudo isso eu vejo na net.
Mas ai eu perdi a net também...
E para arrumar a net, além de marcar com o povo do conserto, ainda preciso tirar as vespas do tampo da chaminé, onde esta encostada a antena da net via rádio.

Mas a estória das vespinhas começa numa sexta sem tv e sem net... um cheiro ruim na sala, na cozinha (que é ligada na sala)..um cheiro muito ruim...de onde vinha?? fui cheirar , cheirar, até achar.
Vinha da lareira, lá do chão se via um pó grosso, preto e fedorento.
Nossa!! Pensei. Deve ter algum bicho fazendo cocô lá de cima..mas como pode isso??
Pensei: vou acender a lareira e ver no que dá..o bicho vai voar se for pássaro, vai correr se for roedor, vai voar se for morcego.
Assim pensando, assim feito.
Corri a pôr lenha na lareira e tacar fogo.
No começo os estalos foram poucos, mas depois parecia pipoca: aquele monte de vespa caindo na fogueira forte de fogo, caindo e estalando, e enchendo o fundo da lareira de uma camada de uns 2 cm de vespa frita...fundo que foi aumentando.
A casa encheu de fumaça, porque ao cair tanta vespa, apagou o fogo..corri a acender mais, com querosene...fumaça e fogo é muito bom, dizem.
E lá fui eu, no meio da fumaça e do monte de vespa frita, fazer mais fogo.
Levei uma picada na nunca, outra na perna e uma no braço.

Numa hora de grande sabedoria, lembrei do mato cortado há dias, acumulado debaixo da árvore florida. Este monte de mato cortado estava molhado por causa da chuva e seria estupendo usá-lo para levantar fumaça. Fizemos isso. Fogo forte, mato cortado e molhado, aos poucos foram levantando muita fumaça e espantando por fim as vespas.

O técnico ainda reclamou do perigo em trocar fios e aparelhos lá no alto, ao lado de vespas tão perigosas... Não eram perigosas e já tinham ido embora...as 6 que ficaram de plantão não estavam muito a fins de conversa, mas foram devidamente fulminadas por 3 tubos de SPB, contra os insetos, somente contra os insetos...

E pronto.
Internet novamente
Telefone novamente
Sem televisão (ainda)
Sem vespas
Com chuva
Com atualização no blog..obaaaaaaaaaa!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Saudades de Elvis e Madonna

Sabe, eu não sou de ferro.
Aliás, ultimamente, tenho visto quão de carne e osso meu corpo é feito. Carne, vocês já sabem, se fica fora da geladeira, estraga. Depois dos 45, acho que saímos um pouco do "estado de geladeira" que o próprio corpo instala, e o relógio interno dispara, sacou??

Então, de vez em quando, eu choro. Choro de dó de mim.
Choro de raiva por não conseguir ser mais a adolescente que eu era.

De vez em quando, eu caio.

Mas acho que é assim com todo mundo. Aí, eu levanto. Sacudo a poeira.
Sigo.
Não me arrependo.

Neste estado de ânimo, as coisas ficam piores, né??
Saí alguns dias de casa...deixei meu sítio às moscas. Pelo menos, na minha humilde opinião, se eu não estou cuidando, do meu jeito, então o sítio está as moscas.

Meu cão Melão estava cheio de bernes, naquele pelo curto...
Coíca também estava com bernes, mas menos.
Meus gatinhos estavam magros.

E....
E...
as araras, gente, haviam se mudado.
Não havia mais Elvis e Madonna dormindo no forro do telhado.




Fui atrás do mistério, querendo saber o motivo pelo qual o casal havia partido.
E eu descobri.
Descobri pelas pistas deixadas pelos estranhos bichos que andam pelo forro da casa...uns pequenos cocôs na pia do banheiro. Ruídos finos como unhas andando pelo forro, em toda parte dele... Respostas de outros pequeninos animais, como numa conversa noturna, lá em cima da minha cama, separados apenas por uma fina camada de madeira.

RATOS.
Meu forro esta cheio de ratos...

E agora eu me vejo numa situação difícil. Se jogo veneno, os bichos morrem lá, deixando o cheiro da morte por toda parte.
Se o veneno cair, corro o risco de ter outros animais envenenados.

Mas vou ter que resolver isso.

Pena que os alados verdes e barulhentos se foram.
Que pena.

Saudades de Elvis e Madonna

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Arda e suas maravilhas

  1. Argonath
De longe, para mim, a maior das maravilhas.


O Portão dos Reis (Isildur e Anárion, os dois filhos de Elendil), situava-se nas duas margens do rio Anduin, que depois de sua passagem se alargava, formando o rio Nem Hithoel e foi construída no reinado de Romendacil II, por volta de 1248 da Terceira Era,


As Argonath olhavam para o norte com expressão sombria, marcando a fronteira norte de Gondor, como que avisando que não era permitida a passagem para sul sem autorização, com os braços esquerdos erguidos e palmas estendidas, um machado na mão direita, encostado ao peito, elmo e coroa na cabeça imponente.



2. As Torres Brancas:



Na localização do mapa, as Torres Brancas ficam distantes do mar, como diz o mapa, pois se situam nas Colinas das Torres, a oeste do Condado, perto dos Portos Cinzentos.

Gil-Galad, depois da fundação do Reino de Arnor, mandou os Elfos de Lindon construírem as torres em homenagem a Elendil.
Na mais alta, Elostirion, Elendil guardou uma das sete palantiri, trazida de Númenor.

A imagem que mais chega perto:



3. Os Portos Cinzentos

Mithlond, como era chamada pelos Elfos, era uma cidade portuária, fundada  pelos Elfos no primeiro ano da Segunda Era (depois de Beleriand submergir na Guerra da Ira), se tornando o principal porto dos elfos na costa noroeste da Terra Média, no Golfo de Lune.
O acesso por terra se dava pela Grande Estrada Leste, desde Valfenda até Eriador


Círdan, o Construtor de navios, era o Senhor dos Portos.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Algumas das maravilhas da Terra


Estas são algumas das maravilhas do Planeta Terra, que não foram feitas por terráqueos... é o que dizem por aí..

Peguei o filme num site!!




E quer saber de uma coisa?? Eu CONCORDO em alguns dos casos..a pedra da Gávea vai me perdoar, mas et's?? Na pedra da Gávea?? Fazendo o quê, meudeus?? rsrsrs

as sete "antigas" são estas:

pirâmides
jardins suspensos da Babilônia
Templo de Zeus em Olímpia
Templo de Ártemis em Éfeso
Mausoléu de Halicarnasso
colosso de Rodes
o farol de alexandria


:D

as novas são



As Muralhas da China
Pirâmide de Chichen Iztá, México
Ruínas de Petra, na Jordânia
Taj Mahal, Índia
O Cristo Redentor, Brasil
Coliseu, Roma
Machu Picchú, Peru.



A roça e as coisas ....

Fui pro sul no final de janeiro.
Sair da roça é difícil, porque eu já me acostumei com tudo aquilo.
Sair da roça é bom..abre a cabeça, se vê novas pessoas, se vê as antigas, não fica com a chateação de amigos dizendo que eu deveria sair mais, sair da toca.
Aí eu fui.
Fui animada, para não dar pano para a manga:sem o humor correto, não tem como dar certo.
Viajei.
Vi outras matas, outras casas.
Mas, quando eu voltei, foi como se um vórtex tivesse aberto suas portas misteriosas, e eu tivesse caído no paraíso, por descuido, nalguma esquina dos caminhos andados.
Não é apego. É não ser cega.
Não é chatice. É não ser burra.
Não é falta de amor aos outros. É me amar e respeitar.

Voltar para a mata, os pássaros já conhecidos...gente...cheguei, fui tomar banho pois estava super cansada e suada de dirigir tantas horas...no banho, pela janela, vi o tucano pousar na árvore da frente da casa, e olhar para mim com o bico amarelo e laranja meio de lado, rosto meio torcido para ver melhor aquele bicho estranho com aquela água toda caindo por cima..ficou alí um tempo, enquanto eu não me mexia para não afastar.

Voou embora e me deixou estasiada, ali com a água quentinha, que veio da mina, caindo reparadora nas minhas costas.
De noite, o silêncio, que nunca é e nunca será absoluto. Na mata, tem muito som. Muita coisa acontecendo num metro quadrado. É que alguns sons não se ouvem sem os olhos, como o arrastar das folhas nas costas de valentes formigas, ou o bater suave de aves noturnas. O som do rio sobe forte, marcante, parecendo mar verde na roça.

Sem luz da cidade, a noite é breu, o céu é carnaval de alegorias brilhantes e cheias de estórias para contar. Interessante como os homens da cidade estão sempre puxando uma tomada, para colocar uma luz, estão sempre pedindo luz para ver melhor, para que a noite seja tão luminosa quanto o dia, por causa dos mais variados motivos, o maior deles a segurança, o medo de andar nas ruas, de noite, e ser surpreendida por um bandido, coisa comum nas cidades grandes.
Perdeu-se a alegria natural da noite chegar, e do escuro mostrar ao corpo que já é hora de recolher-se, deitar-se numa cama e dormir, deixando ao corpo a tarefa de se recuperar do dia, e soltar alguns hormônios noturnos para que o dia seguinte seja bom.
Dormir não é mais o momento sagrado de descanso, mas o momento obrigatório que se tem entre dois dias. Dorme-se tarde, acorda-se cedo, e ao dormir, é tudo claro. Tem luzes por toda parte na cidade...luzes vendendo, luzes comprando, luzes mandando parar ou seguir, luzes que apitam e giram, luzes e mais luzes...

Na roça, a noite vem inteira, carregada de seus mais puros e naturais significados.... não há interferência do mundo moderno, nos dando alerta por causa de bandidos...nosso alerta é tomar cuidado com os seres noturnos da mata, para não assustar, para não pisar por engano, para não ser pego de surpresa por lobos...mas é outro tipo de medo.

Estamos perdendo tudo por causa das coisas que acumulamos..
Estamos perdendo a naturalidade da vida porque queremos acumular celulares, móveis, televisores, ares condicionados, carros, camisas e tênis, relógios...na roça não tem hambúrguer de marca, nem nada destas coisas...

Lembrei do Arnaldo Antunes, em COISAS:

"As coisas tem peso, massa, volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, duração, densidade, cheiro, valor, consistência, profundidade, contorno, temperatura, função, aparência, preço, destino, idade, sentido. As Coisas não tem paz".



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Moving

Eu me movo pouco no mundo, se pensar bem...se comparar com quem vive viajando pelo planeta, se comparar com quem mora no estrangeiro... que trabalha fora...eu não. Viajo para ver minha família em sampa, para compras...de vez em quando, para ver a família que mora em outro estado..e só.
Uso sempre as mesmas roupas, embora ganhe sempre de minha irmã as roupas dela. Estou me esforçando para mudar este hábito. Vou caçando as roupas debaixo das outras mais usadas, dentro das gavetas...

Acordo lentamente, me espreguiço, vou ao banheiro, olho pela janela..o dia começa na roça.
A turma emplumada já levantou voo faz tempo, estão na lida, caçando insetos, frutas...

Higiene.
Abro as portas e vou direta e reta ao fogão...água da mina, que sobe a montanha num cano ligado á uma bomba. Isso graças á vizinhança perversa e *7¨%$87## (isso foi um enorme palavrão) que me negou água só porque não gostavam do pedreiro que me ajudou a fazer a casa. Gente que nega água á qualquer criatura não presta. 

Café preto na xícara, vou olhar o dia lá fora, ver meus cães, minhas plantas, depois de uma noite de intervalo. Caminho perto da casa, com a xícara com café cheiroso nas mãos.

E assim vou levando o dia, deixando meus pés me levarem. 
Mas eu acredito na mudança...eu sinto a mudança neste intervalo que é a noite entre dois dias...sinto a mudança quando olho para trás e vejo que meu corpo já andou muito por aí, movendo, mudando... alterando o exterior e o interior.

Mexa-se.
Viva.

Não há nada melhor do que isso!!

Segue o clipe do Macado: Moving.
É música antiga, mas atual!
Letra vai abaixo!
Pra embalar o movimento!!




Moving

Macaco

Moving, all the people moving,
One move for just one dream
We see moving, all the people moving,
One move for just one dream


Tiempos de pequeños movimientos... movimientos en reacción
Una gota junto a otra hace oleajes, luego, mares... océanos
Nunca una ley fue tan simple y clara: acción, reacción, repercusión
Murmullos se unen forman gritos, juntos somos evolución

Moving, all the people moving,
One move for just one dream
We see moving, all the people moving,
One move for just one dream

Escucha la llamada de "Mamá Tierra", cuna de la creación
Su palabra es nuestra palabra, su "quejío" nuestra voz
Si en lo pequeño está la fuerza, si hacia lo simple anda la destreza
Volver al origen no es retroceder, quizás sea andar hacia el saber

Moving, all the people moving,
One move for just one dream
We see moving, all the people moving,
One move for just one dream...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Só acontece com o vizinho...

Sabe aquelas estórias tristes sobre filhos que, por este ou aquele motivo, ficam diferentes do que eram antes?? Surto psicótico que só acontecia com os vizinhos??
Então...
Estas estórias não acontecem só com os vizinhos...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Lamento de Nimrodel



An Elven-maid there was of old,
A shining star by day:
Her mantle white was hemmed with gold,
Her shoes of silver-grey.

A star was bound upon her brows,
A light was on her hair
As sun upon the golden boughs
In Lórien the fair.

Her hair was long, her limbs were white,
And fair she was and free;
And in the wind she went as light
As leaf of linden-tree.

Beside the falls of Nimrodel,
By water clear and cool,
Her voice as falling silver fell
Into the shining pool.

Where now she wanders none can tell,
In sunlight or in shade;
For lost of yore was Nimrodel
And in the mountains strayed.

The elven-ship in haven grey
Beneath the mountain-lee
Awaited her for many a day
Beside the roaring sea.

A wind by night in Northern lands
Arose, and loud it cried,
And drove the ship from elven-strands
Across the streaming tide.

When dawn came dim the land was lost,
The mountains sinking grey
Beyond the heaving waves that tossed
Their plumes of blinding spray.

Amroth beheld the fading shore
Now low beyond the swell,
And cursed the faithless ship that bore
Him far from Nimrodel.



Of old he was an Elven-king,
A lord of tree and glen,
When golden were the boughs in spring
In fair Lothlórien.

From helm to sea they saw him leap,
As arrow from the string,
And dive into water deep,
As mew upon the wing.

The wind was in his flowing hair,
The foam about him shone;
Afar they saw him strong and fair
Go riding like a swan.

But from the West has come no word,
And on the Hither Shore
No tidings Elven-folk have heard
Of Amroth evermore.



A dama élfica perdida de Lothlórien. Nimrodel era graciosa e linda, com longos cabelos que brilhavam como as folhas douradas de mallorn na luz do sol. Era uma elfa silvestre, ou uma elfa da floresta. Nomroedl falava somente a língua dos Elfos da Floresta até mesmo depois que o Sindarin tornou-se a língua comum em Lothlórien.



Nimrodel amou Amroth, o Rei de Lothlórien, mas recusou-se a casar com
ele. Amroth era um elfo sindarin, e Nimrodel não estava feliz pelo fato
de que muitos elfos sindarin e noldorin vieram a Lothlórien, pois
acreditava que os mesmos expuseram seus bosques pacíficos à guerra e à
inquietação na Terra – Média. Preferiu viver à parte deles e mantendo
os caminhos dos Elfos da floresta.

Nimrodel viveu sozinha perto do rio que mais tarde ganharia seu nome.
Sua casa era próxima da fronteira noroeste de Lothlórien. É bem
provável que tenha vivido numa gruta – ou pequena caverna – perto da
cachoeira, mas quando os orcs das vizinhas Montanhas Sombrias
ultrapassaram os limites da floresta ela teve que se refugiar em um
local mais altom nos ramos de uma árvore. Provavelmente esse hábito
adotado por Nimrodel tenha influenciado a criação das plataformas
usadas como moradias nas árvores pelos elfos de Lothlórien.

Em 1980, um balrog despertou nas Montanhas Sombrias, e no ano seguinte
os anões abandonaram seu reino em Khazad-Dûm, o qual tornou-se um lugar
do mal chamado Moria. Nimrodel, perturbadíssima, fugiu sozinha de
Lothlórien. Encontrou a borda da floresta de Fangorn mas achou as
árvores ameaçadoras e algumas delas – que talvez sejam os Huorns –
moveram-se para evitar sua entrada na floresta.

Amroth seguiu Nimrodel e encontrou-a perto de Fangorn. Ela prometeu
casar-se se ele trouxesse para ela uma terra pacata. Amroth concordou
abandonar Lothlórien e ir com Nimrodel para as Terras Imortais. Eles
partiram para o porto élfico de Edhellond na Baía de Belfalas ao sul.
Foram acompanhados pelos outros Elfos Silvestres de Lothlórien. Uma das
companhias de Nimrodel foi uma dama élfica de nome Mithrellas, que mais
tarde casou-se com o antepassado da Princesa de Dol Amroth.

Assim que alcançaram as Montanhas Brancas, Nimrodel e Amroth
separaram-se. Amroth alcançou Edhellond e esperou por Nimrodel à bordo
do navio, mas uma tempestade lançou o navio para longe da baía. Amroth
pulou para fora tentando retornar ao litoral para encontrar Nimrodel,
mas foi puxado pelas águas bravias.

Nimrodel vagueou por um tempo pelas montanhas até chegar ao rio
Gilrain, que a fez recordar do local onde viveu perto de Lothlórien.
Sentou-se próxima a uma poça, escutando a água e olhando as estrelas
refletidas na mesma, e seu coração iluminou-se. Nimrodel caiu em um
longo e profundo sono. Quando acordou, desceu as montanhas para ir a
Belfalas, mas o navio já estava longe e Amroth perdido. O que aconteceu
a Nimrodel após este episódio não é conhecido.

Diz-se que na primavera sua voz é escutada como um canto próximo as
quedas do rio Nimrodel em Lothlórien, enquanto a voz de Amroth vem
através do rio Anduin com o vento sul.


Nomes e Etimologia:
Nimrodel significa “A Senhora da Gruta Branca”, provavelmente em
referência a sua moradia perto da cachoeira. O nome é de origem
silvestre adaptado ao Sindarin. O elemento nim significa “branco” e rod
significa “caverna, gruta”.


O Canto de Barbárvore



Treebeard's Song

Treebeard fell silent, striding along, and yet making hardly a sound with his great feet. Then he began to hum again, and passed into a murmuring chant. Gradually the hobbits became aware that he was chanting to them:


In the willow-meads of Tasarinan I walked in the Spring. Ah! the sight and the smell of the Spring in Nan-tasarion! And I said that was good. I wandered in the Summer in the elm-woods of Ossiriand. Ah! the light and the music in the Summer by the Seven Rivers of Ossir! And I thought that was best. To the beeches of Neldoreth I came in the Autumn. Ah! the gold and the red and the sighing of leaves in the Autumn in Taur-na-neldor! It was more than my desire. To the pine-trees upon the highland of Dorthonion I climbed in the Winter. Ah! the wind and the whiteness and the black branches of Winter upon Orod-na-Thôn! My voice went up and sang in the sky. And now all those lands lie under the wave. And I walk in Ambaróna, in Tauremorna, in Aldalómë. In my own land, in the country of Fangorn, Where the roots are long, And the years lie thicker than the leaves In Tauremornalómë.



Canção de Barbárvore

Barbárvore ficou em silêncio, caminhando junto, mal fazendo um som com os pés grandes. Então ele começou a cantarolar novamente, e passou para um canto murmurando. Gradualmente, os hobbits tomaram conhecimento de que ele estava cantando para eles:


No salgueiro pelos prados da Tasarinan entrei na Primavera.
Ah! a visão e o cheiro da Primavera em Nan-tasarion!
E eu disse que era bom.
Andei no Verão no meio de madeiras de Olmo em Ossiriand.
Ah! a luz e a música no Verão pelos Sete Rios de Ossir!
E eu achei que era o melhor.
Para as faias de Neldoreth cheguei no Outono.
Ah! o ouro e o vermelho e o suspiro das folhas no Outono em Taur-na-neldor!
Era mais do que o meu desejo.
Para os pinheiros além do altiplano de Dorthonion subi no Inverno.
Ah! do vento e da brancura e dos ramos negros de Inverno em orod-na-Thôn!
Minha voz subiu e cantou no céu.
E agora todas as terras se encontram sob a onda.
E eu ando em Ambaróna, em Tauremorna, em Aldalómë.
Na minha própria terra, no país de Fangorn,
Onde as raízes são longas,
E os anos encontram a tornam mais espessa do que as folhas
Em Tauremornalómë.