Lindo vídeo.
Estória doce. Louca, mas doce!!
Afinal, não é sempre que uma estranha criatura, meio caranguejo, meio polvo, meio máquina, que se alimenta de bolas de natal, perdida e triste, passeando por uma cidade, onde absolutar animação em mente ninguém presta atenção neste inusitado ser.
A estória é de Shaun Tan, e ganhou menção honrosa na Feira Internacional do Livro em Bolonha, virou peça de teatro e ganhou o Oscar de melhor em 2011.
O livro, publicado em 2000, chega ao Brasil pelas Edições SM.
Somos seres únicos.
Mas não somos os únicos seres "únicos".
Cada bichinho é único.
Os vasos de cerâmica, encontrados no Mar Morto também tem identidade única. Cada cerâmica tem as características de onde veio. E elas são únicas.
Nossa íris é única.
Nossas digitais.
Nós somos seres únicos.
Seres únicos que se matam, para nunca mais voltarem.
Que se violentam, para nunca mais se tocarem.
Que perdem a chance, única, de viver em um planeta lindo.
Que desperdiçam suas energias em estradas que não levam á nenhum bom lugar.
Que passam seus dias em tocaia pelo bem alheio.
Nosso DNA virou arte.
Você cospe numa lâmina de laboratório, e pronto!!
Um quadro com nosso retrato genético estampado nele.
Somos únicos. Mas também somos iguais.
IGUAIS. IGUAIS. IGUAIS. IGUAIS.
Maravilhosos sermos IGUAIS.
Somos únicos e mesmo assim, temos em nossa parte mais espiritual da vida a igualde que nos une a todos.
SOMOS irmãos neste enorme navio chamado TERRA.
Temos nossas diferenças, meu amigo, com certeza sim.
Eu gosto de pensar que seu respeito leva minha diferença em consideração, assim como o meu por você entende que temos concepções diferentes. Que eu posso não gostar disso ou daquilo...e que, mesmo gostando de outras coisas, você estará lá.
Caminhamos juntos. Mesmo separados pelas diferenças.
Não sou cinéfila.
Não enfrento longas (nem pequenas) filas, não compro ingressos antecipados.
Não viajo para encontrar melhor cinema, nem grito "silêncio' nas salas para poder ouvir melhor.
Não procuro informações dos filmes ou atores e atrizes....e COM TODA A CERTEZA do mundo, não fico atrás de fofocas hollywoodianas em revistas pouco cotadas entre as mais inteligentes.
Mas tenho uma mania de quem gosta muito, mas muito mesmo, de alguns filmes. Eu gosto de tê-los guardados, arquivados em alguma parte onde eu saiba onde estão.
Não são muitos. Não preciso de armários especiais, ou grandes compartimentos para guardar estes filmes.
Não são só ficção científica, embora deva concordar que este gênero reúne alguns deles.
Chega de lero-lero.
2001 uma Odisseia no espaço eu vi bem pequena, e confesso precisei assisti-lo algumas vezes para poder entender. Mas eu ainda me lembro de ter meus olhos vidrados na telinha, enquanto o filme passava, (inédito) na televisão. Vídeos mais tarde, eu alugava só para rever o monolito, o pouco diálogo do filme, as cenas longas de passeios interplanetários, David em sua luta para entrar na nave, Hal com sua música de ninar no final, engrossando a voz enquanto David apagava sua vida cibernética.
O monolito foi inspirado no artista John McCracken. Link acima. Eu não sabia do artista, mas vi a força do objeto e sua capacidade de juntar mundos. Tenho enorme dificuldade de entender arte moderna. Juro que eu tentei em todas as vezes que fui em alguma exposição de arte moderna.
Numa destas exposições, eu fui subindo as escadas que me levavam ao primeiro andar,onde as obras estavam reunidas. Logo na chegada, lá no topo, quando nossos pés pisavam o chão, havia um pedestal em cima do qual jazia um aquário, fechado, cheio de água. Havia dois repolhos, um roxo e outro verde, boiando na água suja e fedorenta. (Bom, assim eu acho, pois o aquário estava fechado e o mal cheiro não saía pelas frestas, mas os repolhos estavam podres, e eu acho que todos nós já sentimos, em algum dia ruim (destes onde tudo sai errado) um repolho estragado, e sabe como ele cheira mal. Pois então, haviam dois boiando naquela água nojenta. Fui chegando mais perto, para ler alguma coisa que me tirasse a enorme interrogação estampada na face, perplexa com a obra podre. Na etiqueta se lia "cérebros". Um enorme sorriso se estampou no meu rosto: eu finalmente havia entendido uma obra moderna.
Quando, anos mais tarde, lendo sobre 2001, descobri a ligação artística dos monolitos, eu senti a mesma sensação que tive ao ler, naquela pequena etiqueta branca, o nome da obra.
O artista disse:
Eu vejo a prancha como existente entre dois mundos, o chão que representa o mundo físico de objetos permanentes, árvores, carros, edifícios, [e] corpos humanos, ... ea parede que representa o mundo da imaginação , espaço de pintura ilusionista, [e] o espaço mental humana.
Kubrick é cheio de referencias artísticas e saber destas conexões só faz aumentar meu agrado em ver seus filmes.
Ridley Scott me deu dois destes filmes: "Alien, o 8º passageiro" e Blade Runner.
Terei mais destes diálogos com você, porque eu gosto de falar sobre o assunto, e você é bem legal de sentar ai do outro lado da telinha para ler o que eu "falo".
A Tenente Ripley e sua força pela vida sempre me inspirou. Não que eu vá sair por ai, com armas de todo jeito, penduradas em cada preguinha do meu cinto e atirar pelas ruas, atrás de aliens imaginários... ainda que eu acredite que temos mesmo muitos aliens pelas ruas...não ets bonzinhos, querendo voltar para casa...mas monstros sem coração, como o alien em questão, que matariam por nada, assim como estes bandidos que matam e queimam e torturam e destroem tudo o que eles não tiveram a capacidade de criar ou manter.
E, quer saber?? Aquele diálogo entre Roy Batty e Deckard é simplesmente divino.
Eu acredito em Jesus. Eu não acredito em Papai Noel.
Eu acredito em amor. Eu não acredito em Dia especial para presentear.
Eu não acredito no Natal. Eu acredito no dia-a-dia.
DIGO "NÃO" AO NATAL.
gente..ATÉ QUANDO??
JESUS não nasceu no NATAL. JESUS NÃO é Papai Noel.
PAPAI NOEL é invenção para lojas, shoppings, COMÉRCIO.
AMIGO SECRETO se faz TODO DIA!!!!
Pessoas, como eu, que dizem NÃO ao Natal também amam seus filhos, netos e bisnetos, também dão presentes, também comem peru, são cristãs algumas, outras não... acreditamos na força, na união, numa vida melhor, tudo igual. Não somos extra terrestres.
Acho até que vivemos mais com os pés no chão do que aqueles que acreditam no "espírito natalino", remarcado numa etiqueta de preço nas lojas Bahia, numa liquidação incrível de final de ano.
O fato de nascer escravo não suprime a ideia de liberdade.
Li esta frase pela net afora.
Entendo o vício da Net, quando ficar na telinha horas à fio vira rotina. Eu poderia ficar dias a fio assim, lendo, olhando, rindo, chorando, vendo filmes, escrevendo... mas tenho o meu próprio dia-a-dia, minha rotina sem exatamente, repetição... afinal, rotina seria fazer tudo sempre igual, algo conservador e imutável...mas minha rotina é diferente. Acho que é por causa dos inúmeros seres, das incontáveis variáveis existentes por aqui.
Mas na roça, viciar em algo que não seja o mato verde e o céu azul, em constante transformação....não sei não. Eu não consegui viciar ainda, ;D.
Meus sentidos ainda estão muito ligados á vida lá fora. Ontem por exemplo, me vi procurando respostas para um estranho comportamento do pássaro que cuida do ninho aqui no escritório. Ele brigava, agitado, com algo que estava mexendo em seu ninho.
Pensei ser impossível ser minha gata, Tequila. Ela não escala paredes, não se pendura de ponta cabeça... não pode ser ela. Levanto e vou olhar.
E lá estava a resposta. Dois papagaios, um de cada lado do ninho, como duas gárgulas.... e a passarinha louca tentando afastar os intrusos. Quando os papagaios me viram, voaram logo, deixando a dona da casa aliviada. Por que será que estavam lá?? nunca havia pensando na possibilidade das queridas araras verdes comerem filhotinhos de outros pássaros...como os tucanos. Isso é possível??
Será que alguém que conheça pássaros pode me dizer o motivo deles estarem lá???
E olha, agora a pouco saí correndo com o barulho lá fora e lá estavam elas...as gárgulas verdinhas aqui da roça....creeedo!!!Alguém pode me explicar isso??