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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apaixocólico anônimo

APAIXOCÓLICO ANÔNIMO
(ERASMO CARLOS)

DESDE O DIA EM QUE PROVEI
O SABOR DO SEU DESEJO
NUNCA MAIS TIVE SOSSEGO
COMO UM BÊBADO ME VEJO
ESCRAVO DO SEU MEL
DO SEU MEL

JAMAIS ESQUECI O GOSTO
E O QUE PROVOCOU EM MIM
PARECIA QUE EU BEBIA
TUDO QUE VOCÊ SENTIA
VI FOGOS DE ARTIFÍCIO
COMO O CÉU DE UM VÍCIO
ME TENTANDO
ME LEVANDO...

E A INVASÃO DO PARAÍSO
PELA PORTA PRINCIPAL
FEZ DE MIM
FIEL REFÉM DO SEU QUINTAL

E OS MOMENTOS SENSUAIS
ERAM SONHOS TÃO REAIS
QUE EU SONHAVA ACORDADO SÓ PRA TER

A RAZÃO DO GOSTO PRA VIVER
E OUTRA DOSE AO AMANHECER
COM O SOL
PRA BEBER, SEU PRAZER...

HEY TODO MUNDO
SOU UM APAIXOCÓLICO
ANÔNIMO OU NÃO VICIADO
BEBENDO AS DELÍCIAS
SAUDÁVEIS DO AMOR

HEY TODO MUNDO
HEY TODO MUNDO...

Surpresas gostosas que só a net pode me dar...
Viajar pelas ondas do cyber espaço, cores e imagens, músicas e informação...

Nova música do Erasmo Carlos... linda.
Nem vou comentar muito que é pra não estragar.


Onde você estiver. fazendo o que for... vendendo carros, mexendo no mato, andando com os filhos, de moto, não importa..eu estarei sempre com você.

domingo, 21 de agosto de 2011

Homens de verdade não maltratam animais.


Preciso falar mais alguma coisa?
Muito lindo..


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Just in case...



Recomendações de saúde para baixa umidade do ar

Índices entre 20 e 30% 
- Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h;
- Umidificar o ambiente com vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água;
- Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol e em áreas vegetadas
- Ingerir bastante água.

Índices entre 12 e 20%
- Observar as recomendações do estado de atenção;
- Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h;
- Evitar aglomerações em ambientes fechados;
- Usar soro fisiológico para olhos e narinas.

Índices abaixo de 12%
- Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
- Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10h e 16h;
- Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas;
- Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos.
Isso me lembra  aquela frase:
In case of atomic attack
Open your legs
Put your head between your legs
And kiss your ass goodbye
Que absurdo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Palavras soltas ao vento

Sabe, "Palavras soltas ao vento" pode significar que as palavras serão levadas pelo vento e não poderão mais ser resgatadas. Depois que se falou, não tem mais volta. Isso é dito principalmente quando calúnias são levantadas contra alguém. Depois que são levadas por ai, fica difícil recolher, desdizer.


"Palavras soltas ao vento" pode dizer também da vontade de que outras pessoas, do tipo que leem palavras ao vento, fiquem sabendo o que você pensa. Eu queimo restos de unhas e cabelos no fogão à lenha para que todos da Natureza sintam meu cheiro e saibam que eu moro aqui. Deixo que o vento leve todas as informações para os seres de outras dimensões.

"Palavras soltas ao vento" pode significar também uma gestação, algo que se solta ao Universo, e espera que chegue no ouvido de certo deus ou deusa que ajudem na realização deste sonho, ou projeto, ou desejo, ou seja lá o que se pedir ao vento.

Palavras soltas ao vento pode ser palavras que não são ditas para serem ouvidas. Ou sentidas, da forma mais corriqueira. Podem ser palavras secretas, fórmulas de alguma oração ou poção mágica, quase sempre com endereço certo, que são proferidas em voz baixa, de cabeça baixa, com uma vela acesa na mão.

De qualquer forma, palavras soltas ao vento falam de coisas que vem de dentro do peito, e que não devem ser ouvidas com desdém, com desrespeito...
Afinal, somos responsáveis por tudo o que fazemos, dizemos, pensamos, escrevemos, falamos, sentimos...
O importante é que, depois de sentido, dito, pensado, não dá mais pra voltar atrás.

São pedaços de gente, levados mundo afora pelo vento.
Voar!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Série sonhos - O navio abatido

Não era Titanic. Não era.


Eu "acordei" com a água batendo no meu corpo. Levantei assustada de uma cama já toda encharcada de água fria demais. Minha primeira reação foi pegar a criança que estava deitada num berço, ao lado da cama, e forçar a porta, que não queria abrir. Estávamos, a criança e eu, molhados de água fria e presos na estreita cabine que nos servia de quarto.

Agarrei firme a criança e comecei a bater na porta com meus pés. Ela cedeu e eu vi um corredor com tapete vermelho, enfeites dourados, lustres pequenos, com pouca iluminação.O bebê não chorava, nem emitia ruído algum, apesar de estar acordado. Era madrugada. Todos dormiam.

Do outro lado do corredor, havia uma porta. Com água até os joelhos, bati freneticamente na porta, gritando: "-Senhora, senhora, o navio está afundando". Não ouvi quase ruídos e bati com os pés na porta como fiz com a outra.

O casal acordou sobressaltado comigo, segurando o filho deles e gritando que o navio estava afundando".
A mulher logo levantou. Cabelos longos e escuros, pele branca, bem cuidada. Ainda me lembro da camisola de renda, longa e branca se molhando na água fria.

Eu sabia que iríamos morrer.

Acordei nervosa, dentro do quarto de meus pais.
Abri a porta do quarto deles a pontapés e segurava o meu travesseiro como se segura um bebê.

A voz da minha mãe estava dentro da minha cabeça, me chamando: "-Acorda, filhinha. Isso é um pesadelo".
Eu chorava. Tinha 14 anos e acabava de ter a experiência mais louca do mundo. Dormir como eu, acordar dentro de um navio afundando em águas geladas e de novo acordar como eu, seca e criança.

Sonho?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Estamira

Foi dito:

"Fomos condenados a comer do suor de nosso rosto". Trabalhar...sacrifício não. Sacrifício é uma coisa completamente diferente do que trabalhar.

O homem não pode ser incivilizado. Todos tem que ser iguais. A Igualidade é a relevância de quem revelou o homem...seja de que cor for.
A Terra disse. Ela falava. Agora ela esta morta. A Terra é indefesa. Minha carne, meu sangue, é indefeso como a Terra. Mas meu ser não é indefeso.
Bonito é o que fez e o que faz.
Feio é o que fez e o que faz.
A morte é dona de tudo.
Quem fez deus foi os homens.
Eu tenho muitos nomes. De muitos lugares onde eu vivi."


Quem disse isso foi Estamira, no documentário que leva seu nome.
Um retrato da loucura, do medo, da violência, da dor.

Hospícios, lixões, miséria.
Somos capazes de viver em toda parte, de qualquer jeito.

Nosso passado vem em nossa bagagem de mão. Aquilo que trazemos do passado.
Reis e rainhas andando nas ruas. Príncipes e nobres, soldados e seus generais, andam mendigos.

E as dores, muitas vezes, tiram nossa consciência e nos deixam perdidos. Talvez benção esquecer, perder a noção das coisas. Loucura bem vinda.

Grita, Estamira! Amaldiçoe o deus pequeno e perverso que os homens criaram para controlar homens.
Grita, Estamira! Abre a cabeça destes homens perdidos.
Grita, Estamira! Lute pela igualdade, pela moral, pela fraternidade.

Deus salve Estamira, que desde 25 de julho de 2011 vive entre os Espíritos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O que faz do homem um homem??

O que torna um ser humano "humano"?

Será que vem da origem? da herança genética de nossos ancestrais? Essa heraça cromosomica que vem desde nossos ancestrais macacóides nos carrega de humanidade?
Vendo pelas ruas de hoje em dia, eu fico na dúvida.

Passei por mendigos ontem de noite. Rua fria, suja, o mal cheiro de seres que não tomam banho e nem se limpam. Faz tempo que a miséria faz isso com os seres humanos. Isso tira a dignidade, mas ainda são humanos debaixo do lixo.
Ví homens da história, moderna ou antiga, que perderam a razão e se transformaram em monstros. Mas ainda assim são humanos. Lí uma vez que os filhos dos generais de Hitler faziam terapia e se tratavam da enorme vergonha de serem filhos de carrascos de milhões. Guering e outros generais de Hiltler foram ótimos pais, cuidando amorosamente de seus filhos, que nunca desconfiaram de seus "trabalhos" em campos de concentração. Depois da guerra, entraram em contato com a dor de saber que seus pais eram monstros.

Nas televisões do mundo todo, pessoas matam pessoas por nada. Ciúmes, stress, preconceito.

Animais são tratados com desrespeito, desconsideração, desamor, de forma cruel em casas particulares, laboratórios, ruas, circos, selvas e florestas. Torturados, maltratados, andam pelo mundo convivendo com os seres mais inteligentes do planeta.

Crianças são tratadas da mesma forma, ás vezes pior.

Estupros, crimes "pacionais", guerras, preconceito. Tudo isso não tira a humanidade do ser humano.

Continuam vivendo com homens e mulheres soltos pelo planeta. O sol nasce e morre todos os dias para eles também.

Acredito que, quando nossos espíritos evoluíram do Reino animal para o Hominal, receberam em seus corpos espirituais as marcas da humanidade. Serão seres humanos á partir daquele ponto, e nada do que fizerem, os trarão de volta ao Reino Animal.

Serão nossas escolhas? Será o modo como decidimos as coisas?

Eu estou perdida.
Acreditar que somos seres humanos, sem retorno a reinos inferiores, me faz ainda mais perdida.

O que estamos fazendo??
Como resolvemos viver nossas vidas?
Como tratamos nossos iguais?
Como tratamos os nossos amigos ïnferiores", de outros reinos?
Quais são as escolhas que fazemos em situações de risco?
Por que estamos tão violentos?
Como isso tudo vai terminar?

Se o mundo acabar em 2012, talvez seja a melhor coisa a acontecer, tanto para os seres que vivem conosco (vão se livrar de nós), quanto para nós mesmos (vamos morrer antes de cometermos mais erros).

Escolher a pílula vermelha ou a azul?? Sair da Matrix, cair na real.
Acordar de um longo e perigoso sono.
A alma do ser humano tem que despertar.
Temos que mudar alguma coisa, porque do jeito como está não vai dar um fim bom para ninguém.

Vida, vida, vida.
Dom precioso.
Acordar para a vida.
Uma necessidade coletiva.
Sair da Matrix.
Um final luminoso para todos nós.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os animais tem alma?

Alma é a parte "material" de um Espírito que ninguém sabe de que energia é feito, nem em que dimensão está. Na alma guardamos todas as novas vivências, experiências, que com o sono, e mesmo com a morte, é encorporada no Espírito Imortal.

Quando dizemos que carregamos fulano na alma, queremos dizer que, nosso Ser Espiritual, terá dentro de si, toda o tesouro de sentimentos e vivências que tivemos com aquela pessoa. E quando dizemos que, antes mesmo de conhece-lo, a alma já sabia quem ele era, queremos dizer que, nosso Ser Espiritual deixou vivo, em algum lugar, o tesouro já vivido com aquele ser, e nossa alma, ainda que sem saber ao certo o que foi que vivemos, trás a lembrança das sensações. Traz a certeza que já estivemos juntos antes.

Muita gente confunde isso tudo. Esse intercambio de memórias não é sinal de evolução. Isso quer dizer que ter alma significa ter um Ser Espiritual em evolução em algum lugar. Ter alma significa estar na jornada. Ter memórias vividas acumuladas no nosso "baú" de tesouros. Nossas experiências são nosso maior tesouro. Assim sendo, um animal tem alma, visto ter um Ser Espiritual em alguma dimensão, evoluindo, na escala dos espíritos, no reino animal, acumulando experiências em seu baú.

Inteligência faz parte de todos os gráficos de evolução, esteja no Reino animal, ou hominal.

Meus cães (tenho certeza que muita gente vai ter estórias para contar) são mais inteligentes que muito peão que eu contratei pra roçar o sítio. Não são mais evoluídos, porque anda são cães, mas possuem, em alguns quesitos, notas mais altas que os nobres representantes humanos que roçaram o sítio.

E nosso planeta esta evoluindo (pode parecer que não, mas esta) e a estória se repete aqui na Terra, como foi em muitos outros lugares antes dela: as civilizações acabam em grandes mudanças climáticas ou naturais. Enchentes, terremotos, mudança de eixo. Tudo isso pode mostrar que nosso lindo planeta azul está crescendo. E todas as criaturas que navegam com ela pelo espaço evoluem junto com ela.
Animais, plantas, pedras, estamos todos no mesmo barco. Evoluindo. Nunca foi suave. Não será agora. Mas uma coisa é certa: já aconteceu antes e vai continuar a acontecer, porque a evolução não pára nunca. Deus não pára nunca.
E nós também não.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia fora do tempo

Hoje, 25 de julho, é um dia fora do tempo. Fora do tempo do calendário maia, baseado na lua, com 13 luas x 28 dias/mês.
Dia 25 é um dia suspenso no tempo. Existe em  outro aspecto do tempo, que não o físico (ou material). Isso quer dizer que conta espiritualmente, e apesar de ser um dia fora do tempo, ele carrega grandes significados em suas 24 horas.

É chamado de Dia do Perdão Universal.
Dia do Perdão Universal. Dia 18 de setembro, temos a comemoração do Dia do Perdão, pelo menos aqui no Brasil, no meu calendário comemorativo, gregoriano. Não me lembro de grandes comemorações neste dia, que homenageia algo bem difícil de se realizar na prática: o Perdão.
Perdoa-se alguma coisa, outras não. E a carga na vida vai ficando pesada, com todas estas mágoas, ressentimentos. Tudo ali, arquivado e manuseado de quando em quando. Dia do perdão é isso: tirar as amarras de todos estes pesos, e deixar que fiquem no meio do caminho. É livrar-se do passado, pois não é perdoar alguém de algo ruim que aconteceu. É permitir que eu e somente eu me beneficie do perdão, pois o peso estará no chão, e eu poderei seguir livre e leve. Algumas vezes, não nos perdoamos, portanto o peso vem de nossa enorme capacidade de criarmos coisas. Neste caso, criamos o peso ao invés de criar luz ou paz dentro de nós. Tudo bem. Acontece. Mas neste dia, do perdão universal, é perdoar-se para seguir a diante. Universal porque vale pro Universo todo, certo? E vale pro universo de coisas que guardamos sem utilidade real. Vale para todo tipo de perdão.

Chamado também de dia Verde, dia da cura, da busca da energia verde de seres espirituais elevados, que vêm na vibração da natureza para ajudar aqueles que acreditam em seus poderes de cura e que estão prontos para vibrar em ressonância. Digo isso de acreditar, porque é difícil para muita gente sentar num sofá, confortavelmente, e vibrar verde com as hostes espirituais. Tudo bem. Eu sou uma delas. Mas vibrei lá fora, na terra mesmo, junto com as flores e árvores aqui do sítio.

É também, mas não menos importante, o intervalo entre o final de um ano e o começo de outro. Amanhã, dia 26 de julho, começa o "ANO MAGO RÍTMICO BRANCO".
Seja lá o que isso signifique, ano novo é sempre oportunidade de recomeço, começar com o pé direito, com mais liberdade, mais consciência dos próprios atos, mais compromisso com a verdade, com o respeito, com a vida.


Feliz dia 25 de julho para todos nós!

O celular e a rosa

Vim de São Paulo de ônibus, Pássaro Marrom, direto da grande cidade para São José dos Campos.
Eu não tenho esta coisa de escolher lugar. O que vier marcado no papel da passagem, ótimo. Mas confesso que sempre penso "onde esta a saída de emergência". A janelona que abre, caso tudo dê errado.
E lá fui eu.
Tive "sorte" e tanto na ída quanto na volta alguém conversou a viagem toda no celular. Me fez pensar na loucura que é isso hoje em dia. Sentada num ônibus intermunicipal, escutando a conversa de um compadre cearense, que ia sair de férias, depois de quase 16 anos sem visitar a "terrinha". Conversava com um irmão sobre deixar a esposa na Baia, na casa dos parentes dela, e voltar pra terrinha, solteiro, com um filho adolescente a tiracolo, dizendo em voz bem alta: "-Eu to querendo sair pra balada, sê tá intendeno? Balada, viu-se? Larguei Carminha com os pais dela e to indo pra balada, sê intendeu?".
O ônibus todo entendeu. Pobre Carminha.

E o celular esta em toda parte. Na roça todo caipirinha tem pelo menos um. è verdade que dependendo do lugar, não pega nem com reza braba. Aqui não pega nada, por exemplo. Tem gente (os meninos que vem roçar) que fica andando um tempão pelo terreno procurando sinal no danado do telefone. É até engraçado ver o rosto mostrando nervosismo. Ficam inconformados de não ter sinal. parece que ficam pelados. Engraçado como até bem pouco tempo atrás não havia celulares e todos viviam muito bem sem eles.

Cheguei na rodoviária de São José dos Campos. Sempre me causou estranheza o tamanho da rodoviária. É muito pequenina, por ser de uma das maiores cidades do estado. É um tico, aberta, e sempre com mendigos e mendigas andando pra lá e para cá, alguns até sem muita noção de realidade. Desta vez uma mulher, impossível dizer a idade, por causa da enorme sujeira, cabelos em desalinho, roupas maiores, sapatos enormes, vida sofrida. Ela sorria e andava pela rodoviária carregando um enorme saco imundo nas costas. Vai saber o que levava lá. Seus únicos pertences.

Agora aqui em casa, olho pro armário do quarto e penso no tanto de roupas que eu ainda tenho, apesar de já ter dado uma parte considerável de roupa e sapato. Faz tempo que sou adepta de dar uma peça quando eu compro ou ganho uma peça. Guardar tudo não dá; usar tudo impossível.

Voltar para a roça tem mais significados do que simplesmente voltar para casa. Se só fosse este o motivo, já seria ótimo. Casa é lar, fica-se bem entendido. Um lugar gostoso para se voltar depois de se ter passado um tempo fora. Lar.
Mas voltar pra roça tem seus significados mais amplos: saúde, por exemplo. Eu levanto mais animada com as tarefas da casa. Tem as tarefas de fora, com plantas, horta. Tudo isso mexe muito com o corpo, em contato com as plantas, o sol.

É disso que eu sinto falta. Do ar cheiroso e cheio de sons que vem da mata, do rio, dos pássaros.

Dos animais domésticos, que eu cuido com amor. Ás vezes perco o contato com a realidade, e os chamo de filhos, bebês, mas isso fica apenas entre nós: sou uma péssima mãe de bichos. Odeio levar animais em veterinários e quando tem que tomar remédio eu prefiro o jeito mais prático. acabo dando o necessário e só.

Estou me preparando para fazer sabão de óleo usado.
Cortei a roseira hoje e vou fazer muitas mudas da flor (pelo menos uma das flores) mais linda do mundo.
Sempre atenta. Ontem entrei no banheiro. Era noite e eu optei por entrar no escuro mesmo.
Quando percebi que meus pelos do braço haviam se eriçado, eu resolvi acender a luz. Meus olhos demoraram a entender o que estava: uma enorme, enorme aranha preta, com uma bunda gigante, estava na pia branca e lisa do banheiro; Putz...era bem grande mesmo. Foi morta com uma paulada de vassoura. Direto pro lixo. Mas eu achei legal o corpo arrepiar se eu estar vendo conscientemente, sabe??
Doido né? Ver com o corpo e não só com os olhos.

Daqui a pouco desço pra horta, e pra estufa. Vou fazer as mudas da rosa que eu podei.
Beijão e até.